Moradores do Loteamento Coohabtran II,no Bairro Padre Ulrico, aderiram na noite desta segunda-feira (21) ao programa Vizinhança Solidária Segura, uma iniciativa do Conselho Comunitário de Segurança com apoio da prefeitura e das policias Militar e Civil.

O lançamento do programa no local aconteceu na casa do morador Levi Lira e contou com a presença dos moradores beneficiados e representantes da prefeitura, Polícia Militar, Polícia Civil e lideranças comunitárias do Bairro Padre Ulrico. De acordo com o policial Adms Brizola, idealizador do programa, essa é sétima célula implantada em Francisco Beltrão desde seu lançamento em 2014.

Os moradores participantes têm uma placa de identificação fixada em suas residências, além da participação em um grupo de WhatsApp. Dessa forma, além da integração entre moradores, é possível contato imediato com a Polícia Militar que fez o acompanhamento dos grupos, o que possibilita a prevenção, principalmente de furtos e roubos a residências.

A ideia do programa no Loteamento Coohabtran II foi apresentada pelo funcionário público Levi Lira, que reuniu os demais moradores no dia 31 de agosto, onde foi feita uma explanação sobre o funcionamento do mesmo. Conforme Levi, a necessidade de melhorar a segurança no local se deu em razão do grande número de furtos registrados em residências ainda no período em que estavam sendo construídas. “Nos primeiros dias que cheguei, com a mudança ainda bagunçada, já fui vítima de pequenos furtos, e ouvia pessoas que estavam ainda construindo também reclamando que ladrões tinham levado materiais de obras, por isso procurei os responsáveis pelo programa para implantar aqui”, revelou.

O mecânico Valdeni Borges de Anhaia é foi um dos primeiros moradores do Loteamento e já teve a casa arrombada por ladrões. Ao tomar conhecimento do Vizinhança Solidária Segura imediatamente aderiu e já está satisfeito com o resultado. “Graças ao grupo do WhatsApp, já conseguimos identificar um cidadão suspeito aqui que foi abordado pela polícia em poucos minutos, isso não deixa muito mais tranquilos”, contou.

O resultado do programa em Francisco Beltrão é comemorado pela Polícia Militar, que acompanha desde a instalação da primeira célula, no Bairro da Cango em 2014. Conforme o Aspirante Jonas, a agilidade e a interação da comunidade tem sido fundamental para minimizar as ocorrências de furtos e roubos nas regiões onde o Vizinhança Solidária Segura já está em funcionamento. O oficial também enfatiza a união dos moradores em prol da segurança pública. “Com essa união só tende a diminuir furtos e roubos que acabam acontecendo no bairro, se torna uma rede contra o crime. E aqui também a gente repassa informações de segurança, como a colocação de cercas e grades nos terrenos”, frisou.

Além do grupo da vigilância constante dos moradores, outras medidas também podem ajudar a melhorar a segurança no local. Uma delas, é a limpeza dos terrenos baldios, que está sendo providenciada pela Cooperativa Coohabtran, segundo o secretário da entidade, Lauri Machado. “Estamos pedido para os cooperados fazer a limpeza dos terrenos, que é muito importante e além de favorecer os vizinhos, dificulta que o ladrão possa se esconder para cometer delitos”, declarou

O programa deve ser ampliado para outras regiões do Bairro Padre Ulrico. O presidente do Conselho Pastoral da Igreja Católica no Bairro Padre Ulrico, Antoninho Rodrigues Brizola, elogiou a iniciativa e garante que a ampliação já está sendo discutida com moradores. “Daqui uns 15 dias vamos fazer uma reunião para decidir quem vai apoiar a implantação do programa nas ruas do Padre Ulrico, por que é uma ideia excelente, pode não eliminar o crime, mas vai ajudar muito”, garantiu.

A oitava célula do Programa Vizinhança Solidária Segura será implantada na próxima segunda-feira, dia 28 de setembro. Serão beneficiados moradores do Bairro Jardim Seminário, onde a ocorrência de pequenos furtos tem crescido nos últimos meses. Assim como nos demais locais, as casas serão identificadas e os moradores terão um grupo de WhatsApp para se comunicar entre si e com a polícia.

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Fotos: Evandro Artuzi/RBJ