por Edmundo Pozes

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que o nosso país será a sétima melhor economia do mundo em 2011, com previsão para permanecer nesse posto até 2015. Nos últimos anos, o Brasil ultrapassou o Canadá e a Espanha e, neste ano, será a vez da Itália. Esse posicionamento consolida o Brasil como uma potência econômica e seu prestígio crescerá nas negociações internacionais. Ainda estamos atrás dos EUA, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido. Em 1980, estávamos em 12° lugar e, de lá para cá, viemos oscilando, caímos para 13° e chegamos em 7° em 1994 e 1995. Despencamos em 2000 e, a partir de 2005, retomamos à escalada de crescimento. Temos condições para, brevemente, “engolirmos” o Reino Unido e a França e tenderemos para superar a Alemanha e fincarmos nossa bandeira como a quarta economia mundial. Para crescermos, temos que considerar a preparação de profissionais para assumirem os postos para conduzir o Brasil ao 4° lugar como potência mundial, porém, existem sérios problemas na mão-de-obra. Entre 1999 e 2008, o Brasil gastou US$ 978 anuais por aluno, resultando em uma média de 6,1 anos de estudo da população, e a taxa demédia de analfabetismo foi de 11,3%. A repetência dos estudantes do ensino fundamental atingiu 21,4%. Éclaro que precisamos melhorar esses índices e defendo que se invista mais na educação, mas também que busquemos a eficiência. Para entendermos a nossa posição, o Brasil ficou na 52ª posição no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), exame que mede habilidades de jovens de 15 anos em leitura, ciências e matemática. Ficamos próximos aos países do Oriente Médio e dos africanos. Osprofissionais mais educados são mais produtivos e, quanto maior a produtividade, maior a renda do trabalhador e maior o acúmulo de riquezas do país. A educação é o capital intelectual e, com o físico e o tecnológico, propiciam o crescimento da economia. A única forma de uma pessoa se emancipar e ter oportunidade de crescimento na sociedade é pela educação, que é a mãe de todas as políticas públicas. A educação é a principal variável à redução de desigualdadese, consequentemente,gerar o crescimento e o desenvolvimento econômico. Nos próximos anos, o desenvolvimento mundial será puxado pelos países emergentes, com destaque à China e ao Brasil. Os EUA e os europeus estão com dificuldades e o comércio internacional deve crescer em ritmo lento, caracterizando uma forte disputa para conquistar novos mercados ou a sua ampliação. Com esse cenário, pode ser mais difícil ampliar as exportações, especialmente dos produtos industrializados. O Brasil país possui um imenso potencial ainda inexplorado no mercado interno, resultante da má distribuição de renda que não permite que camadas da população usufruam do mercado de consumo. Esse crescimento interno pode ser prejudicado pelo custo do país, ocasionado pelos custos de tributos, logística, infraestrutura, juros e burocracia, impedindo a competitividade interna. Por isso, insisto que a formação dos profissionais deve ser prioridade, porque teremos mais condições de atender às exigências da profissionalização do mercado, pessoas cultas, com conhecimento técnico, visão holística. É preciso influenciar os jovens para que busquem empreender uma carreira profissional e consolidem seus conhecimentos através de cursos técnicos ou superiores, que nada mais são do que o conhecimento profissional de uma determinada área da economia. Para continuarmos a sermos os sétimos da economia mundial ou ambiciosamente chegarmos nos próximos oito anos ao quarto lugar, é fundamental colocarmos nossos filhos e todos os demais numa escola com qualidade, formando pessoas integradas à sociedade, com alto conhecimento técnico, visão empreendedora, conhecendo uma língua estrangeira, compreendendo sua função social e econômica. O futuro é agora!

Dr. Edmundo Pozes