Realizado anualmente, o IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal), desenvolvido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), busca examinar como os tributos pagos pelos cidadãos são administrados pelas prefeituras, dando maior transparência às contas públicas, além de servir como uma ferramenta de controle social que visa estimular a responsabilidade administrativa, aprimorar a gestão fiscal dos municípios e aperfeiçoar as decisões dos gestores públicos na alocação de recursos.

De acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o último levantamento, baseados em informações do ano de 2015, Palmas, no Sul do Paraná, atingiu um IFGF de 0,5948, numa escala entre 0 e 1, sendo ainda considerado um município com dificuldades em sua gestão.

Para avaliar a eficiência da gestão, o índice leva em conta os avanços e retrocessos da administração pública. Atualmente, Palmas está na posição 89 no Estado.  Dividido em 5 indicadores, Palmas obteve melhor desempenho nos Gastos com Pessoal, chegando a 0,7331. No Custo da Dívida, o índice chegou a 0,6907.

No quesito Liquidez, o IFGF de Palmas foi de 0,6685, seguido por Investimentos, com índice 0,6224 – todos com conceito B, avaliados dentro de uma boa gestão. No entanto, no indicador de Receita Própria, o município amargou resultados muito baixos (0,3125) – considerado crítico, puxando para baixo o Índice Consolidado –  0,5948.

Porém, mesmo ainda estando com níveis baixos, o município está evoluindo ano a ano. Em 2014, Palmas ocupava a posição 192, com IFGF de 0,5579. No ano anterior, 2013, o Índice era 0,4776 e a posição 260 entre as 399  cidades do Paraná.

Entenda o que mede cada um dos indicadores do IFGF:

IFGF Receita Própria: mede o total de receitas geradas pelo município, em relação ao total da receita corrente líquida. O índice permite avaliar o grau de dependência das prefeituras no tocante às transferências dos estados e da União.

IFGF Gastos com Pessoal: representa quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal, em relação ao total da receita corrente líquida (RCL). Tendo em vista que esse é o gasto com maior participação na despesa total de um município, este indicador mede o grau de rigidez do orçamento, ou seja, o espaço de manobra da prefeitura para execução das políticas públicas, em especial dos investimentos.

IFGF Investimentos: acompanha o total de investimentos, em relação à receita corrente líquida (RCL). Ruas pavimentadas, iluminação pública de qualidade, transporte eficiente, escolas e hospitais bem equipados são exemplos de investimentos municipais capazes de aumentar a produtividade do trabalhador e promover o bem-estar da população.

IFGF Liquidez: verifica se as prefeituras estão deixando em caixa recursos suficientes para honrar suas obrigações de curto prazo, medindo a liquidez da prefeitura como proporção das receitas correntes líquidas.

IFGF Custo da Dívida: corresponde às despesas de juros e amortizações, em relação ao total das receitas líquidas reais. O índice avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores.

Os quatro primeiros indicadores apresentam 22,5% sobre o resultado final. O Custo da Dívida tem peso 10%, devido ao baixo grau de endividamento dos municípios.