Estudantes, professores e técnicos do Instituto Federal Campus Palmas realizaram ontem(10) uma paralisação de alerta. Na pauta aprovada na semana passada durante a reunião Sindiedutec – Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Estado do Paraná – revindicaram  eleições para Reitor do Instituto e dos 15  diretores de campi e contra os supostos casos de assédio moral e perseguições, que vem sendo apurados pelo Sindicato. Mobilizações ocorreram também em Curitiba, Londrina e Umuarama. 

Em Palmas os estudantes aproveitaram a manifestação para reivindicar melhoria das condições de ensino, reclamando da falta de professores em vários cursos. Durante o ato exigiram uma conversa com o diretor pró-tempore do campus, prof. Marcos Barros, para apresentar as reivindicações.

O presidente do Sindiedutec, prof. Nilton Brandão, explicou que o cargo de Reitor vem sendo exercido pelo  professor Irineu Mário Colombo, que foi indicado por decreto após o antigo reitor (eleito) Alípio Santos Leal Neto, se licenciar do cargo, em 2011.  Coinforme ele, pela regra normal, Colombo deveria ficar como reitor até o fim do mandato de Neto, que terminaria em 2014. “Agora, no entanto, Colombo teria se recusado a convocar novas eleições, que deveriam ocorrer em maio”, avaliou

Na capital do estado, Brandão avaliou que  a paralisação é um movimento de alerta, mas que há possibilidade de greve a partir da segunda quinzena de março. Ele relata que haverá uma assembleia no dia 21, na qual será decidido o futuro do movimento. “Nesta terça-feira as aulas voltam ao normal”, diz Brandão.

Por meio de nota distribuída na tarde de ontem segunda-feira,  a reitoria do IFPR informou que desconhece os atos de perseguição descritos pelo organizador do protesto. O IFPR disse ainda que o professor Irineu Mário Colombo foi eleito reitor pela comunidade acadêmica e nomeado em decreto publicado no dia 13 de junho de 2011. Como o mandato para o cargo é de quatro anos, o término da gestão ocorrerá em 14 de junho de 2015.