Os moradores da Rua Resende, na Cidade Norte, em Francisco Beltrão realizaram uma manifestação contra a administração municipal.

Ontem, 11, quem passava pela Rua Teresópolis, principal acesso do bairro pinheirinho, era forçado a desviar pela Resende e sentir as dificuldades de trafegabilidade que as famílias convivem no dia a dia. A rua que mede aproximadamente 430 metros de comprimento necessita de reparos, pois está esburacada, sem calçadas, levando riscos às pessoas e danificando os carros. A rua dá acesso ao Colégio Estadual Tancredo Neves e ao Centro Municipal de Educação Infantil do bairro.  Os moradores se reuniram em aproximadamente 100 pessoas, muitos faltando ao trabalho, para exigir uma atenção maior da administração municipal, estabelecendo prazos para a resolução do problema. Por isso, Cristiano Cardoso, morador da rua há mais de 20 anos explicou “fomos no inicio do ano ao gabinete do prefeito Neto, ele nos recebeu e atendeu muito bem. Prometeu que a primeira rua que receberia asfalto no bairro seria a nossa. Passados oito meses, a obra ainda não foi feita e então resolvemos trancar a rua”. A via foi trancada com pneus, galhos de árvore e pedaços de madeira. Os veículos de comunicação foram até o local e ajudaram os moradores divulgando a situação. No período da tarde, a Polícia Militar foi chamada e garantiu a manifestação pacífica dos moradores, ao mesmo tempo em que o secretário de urbanismo, José Carlos Vieira foi informado e convidado para ir ao local e conversar com os moradores.

Quando o secretário chegou, ele foi rodeado e abordado pelos moradores que lhe fizeram muitas perguntas, porém a principal era para saber quando o problema seria solucionado. Vieira explicou que o projeto foi feito e encaminhado à Caixa Econômica Federal e lá já foi aprovado. Cabe agora, à administração municipal abrir o processo licitatório e no prazo de 60 até 70 dias o asfalto deve ser liberado. Os moradores não gostaram das explicações, mas concordaram em esperar até outubro, após as eleições federais, para daí então, agir em protesto novamente.

Para liberar o asfalto, com dinheiro federal, o Ministério das Cidades exige que seja feito a operação “Tapa Buraco”, antes de passar a malha asfáltica. Os moradores recusaram o serviço e as melhorias serão feitas quando o asfalto estiver liberado.