Mais da metade dos municípios do Sudoeste estão nas áreas apontadas pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) para exploração do gás de xisto. Levantamento da Coalizão Não Fracking Brasil aponta 24 municípios da região em áreas que estão contempladas no pré-edital da ANP para a 12ª rodada de licitações, marcada para setembro.

A proximidade dos leilões está mobilizando entidades do Sudoeste, que possui uma coordenação regional não fracking. O grupo esteve reunido nesta terça-feira (13) na Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) e prepara uma série de ações para criar em todos os municípios da região leis que proíbam o faturamento hidráulico, processo pelo qual o gás é extraído do subsolo e que pode contaminar os solos e águas com produtos químicos.

“A ideia é mobilizar os municípios para que possam aprovar leis que proíbam pesquisas sísmicas e operações para exploração do subsolo devido ao risco ambiental que isso pode acarretar”, explica o diretor executivo da Amsop, José Kresteniuk. Além da entidade de municípios, integram a coordenação a Assessoar, Grupo Gestor do Território, Acamsop, Assema e a ONG Coesus.

Em 11 municípios do Sudoeste leis deste tipo estão em tramitação, mas em mais de 20 não há nenhum tipo de regulação, segundo a coordenação não fracking. Na próxima semana uma série de eventos deve ser realizada em diversas cidades da região que podem ser afetadas pela exploração do gás de xisto.

Municípios com áreas previstas para exploração:

Capanema
Planalto
Pérola d’Oeste
Pranchita
Santo Antonio do Sudoeste
Realeza
Ampére
Pinhal de São Bento
Nova Prata do Iguaçu
Salto do Lontra
Nova Esperança do Sudoeste
Francisco Beltrão
Enéas Marques
Dois Vizinhos
Boa Esperança do Iguaçu
Cruzeiro do Iguaçu
São Jorge d’Oeste
Verê
Itapejara d’Oeste
Pato Branco
Coronel Vivida
Chopinzinho
Sulina
Saudade do Iguaçu