por Ivan Cezar Fochzato

 

Foi iniciada na manhã desta sexta-feira(07) a ação de reintegração de posse da fazenda que estava sendo ocupada pelos índios Kaigangs de Palmas, na área pertencente a família do prefeito de Palmas, Hilário Andraschko e ainda do agricultor Miguel Covati. A reintegração foi determinada pela Justiça Federal e cumprida por 120 policiais militares e 50 policiais federais. Oito pessoas foram detidas e foram  encaminhadas a Pato Branco .

 

A operação realizada pelo 3º Batalhão da Polícia Militar de Pato Branco, envolveu equipes militares de toda a região, como ROTAM e Força Verde e Patrulha Rural, sob o comando do Major Robertinho Dolenga.A ação foi acompanhada por equipes da Polícia Federal de Cascavel, Toledo e Guarapuava, por se tratar de questão índigena. A  avenida Capitão  Paulo de Araujo  onde estão locolizadas à Delegacia de Polícia e sede da 2º Companhia da Polícia Militar teve trânsito interrompido pelo grande número de viaturas estacionadas na via.

 

Conforme o comandante, o  contingente deve permanecer em Palmas, junto a área reintegrada, até que toda as medidas determinadas pela justiça sejam cumpridas. O comandante do 3º BPM, Major Dolenga, falou  ao repórter Alencar Pereira à respeito da Operação realizada nesta sexta-feira(07).Ouça em áudio no link abaixo.

 

QUESTÃO

A liminar de reintegração de posse foi determinada ainda no dia 30 de agosto, dois dias após a ocupação, mas os kaigangs não atenderam a determinação e resistiram em permanecer na área até esta sexta-feira.Ainda em julho havia sido determinado pela justiça um interdito proibitório para impedir que os Kaigangs ocupassem a área.

 

A área vem sendo reivindicada desde 2005 pelos índios, uma vez que alegam que os oitenta alqueires teria ficado fora de estudos demarcatórios, que garantiu à época por decisão governamental 2 mil, 750 hectares à comunidade. A ocupação ocorreu para forçar o governo a determinar novos estudos.

 

No último dia 14 de setembro, o coordenador regional da Funai de Chapecó, Pedro Possamai, ficou por 24 horas em poder dos kaingangs que ocupavam a referida área, também como forma de pressionar o governo a estabelecer um GT(Grupo de Trabalho) para a realização de novos estudos demarcatórios.