A comunidade de Bom Sucesso do Sul também aderiu à campanha mundial Maio Amarelo que tem como propósito conscientizar motoristas e pedestres sobre segurança no trânsito. A iniciativa contou com caminhada, distribuição de adesivos e folders e orientação aos motoristas. Os casos mais graves identificados pela polícia local e pelos agentes envolvidos é de desrespeito às faixas de pedestres, não uso de cinto de segurança e cadeirinha para crianças abaixo de 4 anos, e uso do celular ao volante.

No município a iniciativa teve a participação dos departamentos de Saúde, Educação , comércio e Destacamento da Polícia Militar. O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil, com a intenção de colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade.

Situação local

Polícia, comunidade e estudantes aderiram ao movimento. Foto: Assessoria
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Polícia, comunidade e estudantes aderiram ao movimento. Foto: Assessoria

Segundo o sargento Darci Rogério Ferencz, que comanda o destacamento da Polícia Militar local, alguns motoristas ainda desrespeitam as leis de trânsito colocando suas vidas e de terceiros em risco. “O pessoal acha que por Bom Sucesso do Sul não ter muito movimento nas ruas pode andar sem nenhuma segurança. É justamente aí o perigo, pois o descuido coloca as pessoas em maior risco. Temos visto muitas pessoas transportarem crianças no colo, no banco da frente e sem a cadeirinha. Essas situações e o não uso do cinto de segurança não serão mais tolerados, para própria segurança dos ocupantes”, frisou o sargento.

A coordenadora da divisão de Vigilância Sanitária Cassiane Mezzalira, uma das organizadoras do movimento local, comentou que o Maio Amarelo ocorre pela primeira vez em Bom Sucesso do Sul e que a iniciativa vem ganhando adesão em todo mundo. “As preocupações com acidentes e mortes no trânsito não se limitam só a cidades de grande porte pois todos são usuários. Por isso frisar para os motoristas as regras e medidas de segurança faz com que se crie de vezo o habito para ações do dia a dia, como parar na faixa de pedestre ou usar o cinto. O envolvimento da comunidade é fundamental para a conscientização”, comentou Cassiane.

Não é campanha

Vale ressaltar que o Maio Amarelo, como o próprio nome traduz, é um movimento, uma ação, não uma campanha; ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do “Maio Amarelo” em suas ações de conscientização tanto no mês de maio, quanto, na medida do possível, durante o ano inteiro.

A marca que simboliza o movimento, o laço na cor amarela, segue a mesma proposta de conscientização já idealizada e bem-sucedida, adotada pelos movimentos de conscientização no combate ao câncer de mama, ao de próstata etc. Portanto, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas. O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.