Madeireiras pedem fim de taxa de importação de produto nos EUA

por Redação RBJ em 11 de agosto de 2015 17:33
por Redação RBJ em 11 de agosto de 2015 17:33

A indústria madeireira nacional enviou ao governo americano um pedido para o fim da taxa de 8% sobre o compensado brasileiro que entra nos Estados Unidos.

O documento foi entregue pela Abimci (associação da indústria de madeira processada) ao escritório da representação comercial americana (USTR, na sigla em inglês).

A taxa é cobrada desde 2005. No ano anterior, o produto brasileiro havia representado mais de 50% das importações de compensados dos Estados Unidos.

Por ter ultrapassado a cota permitida, o setor madeireiro foi excluído do SGP (Sistema Geral de Preferências) e passou a ser taxado.

“Nos últimos anos, por causa da crise americana no segmento imobiliário, que é um grande comprador de compensado, a nossa participação no total das compras dos Estados Unidos caiu muito”, diz José Carlos Januário, presidente da Abimci.

“Voltamos aos patamares que permitem a revisão desse status [de exclusão do SGP]”, afirma. Em 2014, do total importado de compensados pelos americanos, o Brasil representou 20,94%.

“A cobrança de 8% reduz a nossa competitividade. Ela praticamente se equivale ao custo do frete marítimo do Brasil até os Estados Unidos.”

O Mdic informou que não acompanha as negociações, mas que, quando solicitado, encaminha dados ao governo estrangeiro envolvido na demanda. No caso da indústria madeireira, não houve um pedido do setor.

DESEMBARQUE AMERICANO

Participação de compensados de madeira brasileiros nas importações do produto nos EUA, em %*

 

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