No refeitório, o coordenador técnico dos jogos, Richarde Cesar Salvador, pede um minuto de silêncio em homenagem ao Gringo. Foto: Assessoria JAPs
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No refeitório, o coordenador técnico dos jogos, Richarde Cesar Salvador, pede um minuto de silêncio em homenagem ao Gringo. Foto: Assessoria JAPs

O dia amanheceu triste nos Jogos Abertos do Paraná (JAPs), em Francisco Beltrão, neste domingo, 22. O massoterapeuta Nestor Fernandez Carrera, o Gringo, 62 anos, membro da delegação de Campo Mourão, não resistiu a uma parada cardíaca. O coração de Gringo, que sempre bateu forte pelo esporte, parou por volta da meia-noite. O corpo, liberado na manhã desse domingo, segue agora para Campo Mourão, onde será velado no espaço do PREVER. O enterro está previsto para segunda-feira, 23, às 10h, no cemitério da cidade. A coordenação dos jogos determinou um minuto de silêncio no início das competições deste domingo.

O secretário da pasta, Douglas Fabrício, lamentou a morte de Gringo. “Hoje é um dia muito triste para a comunidade esportiva. Perdemos o grande Gringo, que há anos se instalou em nosso estado e vinha contribuindo para o desenvolvimento esportivo de Campo Mourão e todo o Paraná. Os Jogos Abertos do Paraná estão de luto.”

“Ele tinha acabado de atender uns atletas, de levar gelo para os meninos de handebol. Estávamos com ele em uma sala quando começou a passar mal. Nosso técnico de judô chegou a fazer os primeiros socorros com massagem cardíaca até a chegada do SAMU, mas infelizmente ele não resistiu”, relembrou emocionada a chefe da delegação, Jacqueline Sanches.

Apesar do luto, a delegação de Campo Mourão decidiu continuar na competição “em homenagem a ele, que sempre fez tanto pelos nossos atletas e pelo esporte do Paraná”, confirmou Jacqueline. A equipe de atletismo da cidade, que conquistou medalhas na manhã deste domingo, dedicou a vitória ao Gringo.

Atletas e dirigentes presentes no refeitório durante um minuto de silêncio. Foto: Assessoria
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Atletas e dirigentes presentes no refeitório durante um minuto de silêncio. Foto: Assessoria

Velho conhecido da comunidade esportiva do Paraná, Gringo chegou ao Brasil há cerca de 20 anos. Atuou como massoterapeuta em diversas modalidades, entre elas, no handebol, esporte que o levou a conhecer Richarde Cesar Salvador e Newton Trindade Junior, coordenadores técnicos dos Jogos Abertos. Trindade lembrou da simpatia e bom astral do amigo. “Nos conhecemos há mais de 10 anos. A marca do Gringo era a alegria. Sempre prestativo. Só via as coisas boas da vida, o que fazia dele um cara feliz. É uma grande perda. Ele morreu onde mais gostava, onde tinha muitos amigos. Que ele descanse em paz”.

Richarde, por sua vez, que mantinha relação próxima com Gringo, por morarem em Campo Mourão, lembra do amigo com ternura. “Ele era uruguaio, mas brasileiro. Tivemos a sorte de poder conviver com ele, que sempre tinha uma palavra de incentivo e estava sempre prestes a ajudar quem fosse. A vida segue, mas certamente fará falta. Meus préstimos à família enlutada. Estamos todos tristes, porém, a alegria dele é que ficará”, arrematou o coordenador.

Desde o período da manhã, um minuto de silêncio tem sido feito antes do início das partidas. Em homenagem a Gringo, Richarde, com outros membros da comissão técnica, igualmente solicitaram o pedido de silêncio aos que estavam no refeitório durante o início do almoço do domingo.

Em uma entrevista publicada no site itribuna em 2012, Gringo revelou que tanto a mãe quanto o pai morreram de infarto. Na ocasião, o massoterapeuta contou já ter sofrido um infarto e passado por cirurgia.  Gringo nasceu em Montevidéu, no dia 26 de julho de 1953. Chegou a Campo Mourão em 1991, para trabalhar no Sport Club Campo Mourão. Na cidade constituiu residência e muitos amigos. Ele deixa esposa Lourdes Colchon e filha Patrícia.