O prefeito de Chopinzinho, Leomar Bolzani (PSDB), teve a tornozeleira eletrônica instalada no início da tarde desta quarta-feira (04) e já seguiu para casa onde passa cumprir prisão domiciliar, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, com data de 30 de outubro. Bolzani estava preso na carceragem da 5ª SDP em Pato Branco e foi removido à Francisco Beltrão na manhã quarta-feira para instalação da tornozeleira.

A prisão domiciliar monitorada tem validade pelo período de 90 dias, podendo ser prorrogado esse prazo ou então pode ocorrer a liberação para que o prefeito responda ao processo em liberdade. Leomar está preso desde 22 de março, acusado de envolvimento na morte do procurador do município, advogado Algacir Teixeira de Lima, fato registrado no dia 16 de março de 2015, no centro de Chopinzinho.

Apesar de ter sido instalada em Francisco Beltrão, a tornozeleira é monitorada pelo Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) a partir de uma central que fica na capital do Estado, informou o vice-diretor da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, Márcio Roberto Iansen. Segundo ele, se Bolzani descumprir qualquer determinação, a central imediatamente irá comunicar os órgãos de segurança responsáveis.

Para não perder o direito adquirido, Leomar deverá cumprir algumas normas impostas pela justiça. Confira quais são:

01-O período de monitoramento eletrônico será de 90 dias prorrogáveis por igual período.

02-Não sair do perímetro delimitado que é um raio de 10 metros a partir de sua casa.

03-Comunicar o juízo previamente qualquer alteração de endereço.

04-Não cometer novos crimes.

05-Não retirar, danificar ou qualquer outra forma obstruir o devido monitoramento por meio da tornozeleira eletrônica, ou permitir q eu terceiro o faça, bem como observar as demais orientações fornecidas pela central de monitoração eletrônica acerca do bom funcionamento do aparelho.

06-Cumprir rigorosamente as determinações de manutenção do equipamento eletrônico.

Apesar de deixar a 19ª SDP, onde a tornozeleira foi instalada, sorridente e acenando para a imprensa, Leomar Bolzani não quis gravar entrevista. Conforme o advogado do prefeito, Auro Almeida Garcia, primeiro ele quer reencontrar a família, só depois vai se manifestar sobre a morte do procurador e sua prisão. “Ele está muito bem, mas por enquanto não vai se manifestar, prefere antes rever a família, conversar com os amigos em Chopinzinho, depois sim deve receber a imprensa em casa para falar sobre essa situação”, disse o advogado.

Questionado sobre a possibilidade de Leomar Bolzani ser julgado pelo Tribunal de Justiça no período da prisão domiciliar, o defensor descartou a possibilidade. Segundo ele, o período é muito curto diante da situação, mas que irá continuar trabalhando incansavelmente para provar que Bolzani não teve envolvimento algum no crime.