A lei Maria da penha foi criada há pouco mais de sete anos com o objetivo de coibir a violência contra as mulheres. Porém é recorrente o registro de casos nos boletins da policia militar e também da polícia civil. Nesta semana, mais um caso típico de violência doméstica foi constatado em Francisco Beltrão, mas a situação não entrou nas estatísticas porque a vítima não registrou a ocorrência contra o agressor.  E isso é frequente.

Por medo, muitas mulheres deixam de denunciar os maridos. E o pior é que nesse caso, uma criança de um ano e dois meses também está envolvida. Ela, que prefere não se identificar, conta que foi ameaçada, junto com o filho. Ela afirma também que tentou procurar o conselho tutelar, para que pelo menos a segurança do filho fosse mantida, mas segundo ela, não foi atendida.

O conselho tutelar, através da conselheira Hildegart Reichert se manifestou dizendo que há uma solicitação de ajuda registrada ontem, terça feira, 05, mas que por duas vezes foi tentado o contato, sem sucesso. Em casos específicos, como esse, a conselheira orienta que a polícia seja acionada.

Em Francisco Beltrão os números apresentados pela Polícia Civil são preocupantes. Em 2012 foram registrados 277 casos de violência doméstica, quase um por dia, isso que muitos não são levados ao conhecimento das autoridades policiais por medo das vítimas, em sua grande maioria mulheres maltratadas por maridos, namorados ou amásios. No caso citado anteriormente, por exemplo, houve interesse de representar contra o agressor, mas a vítima ficou sem atendimento imediato.  

O caso envolveu uma criança, mas o Conselho Tutelar não atendeu alegando que a competência seria da Polícia Militar, ou seja, a polícia deveria solicitar o acompanhamento do Conselho. Para esclarecer essa dúvida entramos em contato com o subcomandante do 21º Batalhão de Polícia Militar, major Christian Guilherme Goldoni. Segundo ele, o Conselho pode acionar a polícia, bem como pode ser acionado pela polícia, isso depende de cada situação.

O Conselho tutelar atende na Rua Romeu Lauro werlang, próximo a central de distribuição dos correios. E também pelo telefone 3523-1243 em horário comercial, ou 8406-8504 em qualquer horário, inclusive feriados e finais de semana. Já a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 ou 3524- 1900. Além disso, as vítimas também podem contar com a Polícia Civil que recebe denúncias pelo telefone 197. Saiba mais na reportagem de Everton Leite e Evandro Artuzi, Rádio Onda Sul FM.