Foi lançado na última semana, em Palmas, sul do Paraná, através de dois eventos, o movimento Todos Por Elas, que visa combater a violência doméstica e para 

18157244_430288704012435_8088624350578862358_n
  • Compartilhe no Facebook
criação de ambiente de valorização da mulher, envolvendo entidades públicas e privadas.

Como atos concretos da iniciativa, na sede da OAB local, no dia 25 de abril ocorreu a palestra Empoderamento  da Mulher. Na ocasião, a Assistente Social, Cristiane Marquesini Teixeira, trabalhou o conceito de sororidade, uma aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de objetivos comuns, tais como, a garantia de seus direitos de participar igualmente do contexto social.

No último sábado(29) a movimentação ocorreu na Praça do Senhor Bom Jesus, com distribuição de materiais informativos. Conforme a advogada, Karine Camargo Martins Lorenzetti, trata-se de uma mobilização permanente, diante do grave problema que atinge a sociedade local, que registra elevados índices de violência contra a mulher.  No mesmo ato, foi realizada a Campanha do Agasalho 2017.

Informou o Delegado de Polícia, Victor Grotti, que no primeiro quadrimestre deste ano, foram determinadas aproximadamente 100 medidas protetivas às vitimas de violência física no ambiente familiar. “Comparativamente à sua população, o município tem número elevado e preocupante de violência feminina”, disse um dos idealizadores do movimento.

Conforme Grotti, Todos Por Elas, foi idealizado não só para tentar tentar diminuir as medidas protetivas, mas reafirmar a condição da mulher enquanto tal. Defendeu que é necessário provocar uma mudança cultural para que a mulher seja respeitada e tenha garantidos seus direitos.  Observou que apesar dos casos confirmados, há também a chamada cifra negra, que são aqueles que não chegam ao conhecimento das autoridades, tais como, ameaças, injúrias, violência moral e patrimonial, e que dificilmente entram para as estatísticas.

Responsável por receber as denúncias na Delegacia de Polícia, a estagiária Ana Luiza Sarturi, contou que os casos relatados são de mulheres que sofrem violência frequentes e há vários anos que decidem dar um basta a esta condição. Confirmou que diariamente atende de um a dois casos que se enquadram na Lei Maria da Penha, tendo ocasiões que chegou atender até seis mulheres num mesmo dia.

A assistente administrativa da OAB, Tallany Basilio, disse que a entidade está à disposição para orientar as mulheres, vítimas da violência, quanto aos seus direitos. “A gente precisa que as mulheres saiam do anonimato e peçam ajuda. A OAB está à disposição”, disse ela.