Com o intuito de se aproximar dos policiais militares e trocar experiências para melhorar a segurança do município, o Juiz da Vara de Execuções Penais – VEP, Rodrigo Simões Palma, e a Assistente de Juiz de Direito, Dangley Alipio, estiveram na manhã de 26 de março, no auditório do 21º Batalhão de Polícia Militar.

Na ocasião o Juiz enalteceu o trabalho dos PMs na rua e ainda, a atuação no princípio de rebelião ocorrido no ano passado na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. “Em nome do poder judiciário eu os agradeço, pois a rápida atuação evitou que nosso presídio passasse pelo o que ocorreu em Cascavel, por exemplo, sendo alvo de depredações e de notícias negativas”, ressaltou o Doutor Rodrigo.

Uma das pautas de interesse público acertadas foi o procedimento de abordagem e comunicação à VEP, quando os PMs abordam deliquentes que se encontram nos regimes Aberto e Semiaberto em condicional. Foi acordado um canal de comunicação entre os órgãos para dessa forma intensificar o cuidado com a população que cumpre essas medidas condicionais de liberdade.

Para a Assistente Dangley, “a primeira comunicação em caso de presos que descumprem o horário do Alvará de Soltura é de suma importância, porque é sinal de que a ressocialização não está acontecendo, porque a pessoa está novamente naquele ambiente que a levou a praticar crimes”. Ela ainda explicou que esse contato entre a PM e o judiciário é fundamental, “porque nós cuidamos dos processos e vocês PMs são os nossos olhos na sociedade, cuidando para que esses presos consigam voltar ao meio aberto aos poucos e dessa vez sem cometer crimes”.

Por fim, trouxeram a informação da justiça restaurativa, que é um método de conciliação para que se evite os processos judiciais. Segundo o Capitão Pitz, “a PM já traz nas grades curriculares dos cursos de formação de policiais matérias semelhantes. No nosso caso, o assunto é tratado como resolução de conflitos, que tem como objetivo resolver os desentendimentos, através de uma conversa entre as partes sem a necessidade de encaminhamento à delegacia, o que gera futuramente uma ação judicial. Pode-se concluir que as ações da PM estão de encontro a essa nova visão da justiça”, finaliza o Capitão.