O andamento dos projetos eólicos em Palmas, sul do Paraná, dependem da anuência do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo Refúgio da Vida Silvestre dos Campos de Palmas, área que deverá receber os investimentos na área energética.

De acordo com o responsável por uma das empresas participantes do empreendimento, Adriano Jackson Gomes, da Incomex, todos os requisitos exigidos pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) foram cumpridos. Informou que pela legislação vigente, por abranger uma área de reserva legal, os projetos necessitam da anuência do órgão responsável pela área. Conforme Gomes, a documentação foi encaminhada pelo IAP à coordenação regional do ICMBio, em Florianópolis, há cerca de 20 dias. Salientou que o Instituto tem mais 40 dias para analisar e dar seu parecer sobre os projetos, que retornam ao IAP, que, posteriormente, deverá liberar a Licença Prévia (LP).

Segundo ele, caso não ocorra nenhum imprevisto, em até 70 dias o Instituto Ambiental do Paraná poderá emitir a LP, o que credencia os investidores à participarem do leilão de energia do Governo Federal, que deverá acontecer no mês de novembro. Conforme Gomes, dentro dos planejamentos do grupo, as obras em Palmas devem iniciar em meados de 2017.

A Audiência Pública para a instalação dos três parques eólicos: Parque Serra da Esperança 1 e 2; Parque Eólico Água Santa 1, 2 e 3 e o Parque Eólico Rota das Araucárias 1 e 2, foi realizada no dia 30 de janeiro. Os parques gerarão aproximadamente 170 megawatts, num investimento que se aproximará de R$ 1 bilhão.