A primavera começa neste fim de semana, com previsão de temperaturas mais elevadas para a região de Palmas, Sul do Paraná. Porém, a estação se caracterizará pelo volume de chuvas elevado, acima da média para o período, segundo os órgãos de meteorologia.

Por sua vez, o inverno vai se despedindo da região, com o registro de mais de 1500 horas de frio abaixo de 13º Celsius e mais de 430 horas abaixo de 7,2º C, de acordo com dados coletados pelo IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná) no município palmense até a última segunda-feira (17). Até o momento, o total de horas de frio abaixo dos 7,2º C está próximo da média dos últimos 40 anos, segundo estudo publicado por pesquisadores do IAPAR no final do ano passado.

No artigo “Risco de geada e ocorrência de horas de frio abaixo de 7 °C em Londrina, Guarapuava e Palmas, no estado do Paraná”, os agrometeorologistas Dalziza de Oliveira e Edmirson Borrozzino, apontam que Palmas apresenta uma média anual de 445 horas abaixo de 7º C.

Para o levantamento, os pesquisadores utilizaram registros dos últimos 40 anos da rede de estações agrometeorológicas do IAPAR de  três localidades com longitudes semelhantes, mais em diferentes latitudes e altitudes – Londrina, no norte do estado, Guarapuava, no centro-sul, e Palmas, no extremo sul, na divisa com Santa Catarina.

A cidade do norte paranaense é que apresenta a menor média 45 horas de frio por ano, com grande variabilidade de um ano para outro. O ano com maior número foi 1990, com 113 horas, e os menos frios foram 1995, com apenas uma hora, e 2015, com duas abaixo de 7º C.

Em Guarapuava, os registros apontam uma média de 292 horas de frio por ano, com recorde em 1990, com 459 horas. O ano menos frio foi 2015, com 75 horas.

Por sua vez, Palmas apresenta, em média, 445 horas de frio anualmente. O ano com maior número de horas abaixo dos 7º C foi 1979, com 713 horas, e o ano com menor número foi 2015, com 160. Foram observadas registros entre os meses de fevereiro até dezembro, com maior concentração de frio nos meses de julho e junho.

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Registros de horas de frio em Palmas (Fonte: Dalziza de Oliveira e Edmirson Borrozzino, 2017)