Está em andamento o Cadastro Socioeconômico junto à população que poderá ser atingida pela Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Foz do Estrela, no rio Iratim, em Coronel Domingos Soares, sudoeste do Paraná. O Projeto, tramita desde 2002 na ANEEL(Agência Nacional de Energia). A unidade que estará interligada à subestação da COPEL em Palmas, sul do Paraná, desenvolverá 29,8 KW de potência instalada.

Conforme o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Brookfield Energia Renovável, Antonio Fonseca dos Santos, esse cadastro tem por objetivo identificar as famílias e as propriedades que poderão ser atingidas pelo investimento. Segundo ele, esse cadastro é uma obrigação legal conforme Decreto Presidencial visando evitar problemas posteriores, durante a construção da PCH. Dentro desse cadastro, constam o nome do proprietário, endereço, medidas da propriedade, atividades desenvolvidas, entre outros dados.

Segundo Antonio, como os estudos ainda não foram concluídos, não se tem como precisar as áreas que serão atingidas e nem quanto será investido na obra.  Após  identificadas as  áreas, os proprietários serão  ressarcidos, caso haja necessidade de serem realizadas indenizações.  Acredita que como o lago não será de grande porte, a extensão não deverá ser superior a dez áreas.

Conforme o diretor, apesar dos impactos ambientais que serão causados pelo empreendimento, será formada uma área de preservação permanente e uma área de compensação florestal, que possivelmente será um tipo de estação ecológica há ser instalada no município de Coronel Domingos Soares.  Segundo ele, o objetivo do investimento é minimizar os impactos ambientais negativos e maximizar os impactos positivos.

Informou Fonseca dos Santos,que a projeção da Brookfield era iniciar a obra no inicio de 2015, entretanto, após a realização dos estudos, todos os dados devem ser enviados ao órgão ambiental responsável pela análise e licenciamento da obra. “Antes de ser aprovado pelo órgão ambiental, fica até difícil dizer, se o empreendimento vai ser construído ou não”, avaliou. Segundo ele, os estudos, como qualidade da água, levantamento da vegetação, dos peixes e dos animais da área, além da questão de infraestrutura da área e do município indicam que o empreendimento é viável ambientalmente, entretanto, a decisão final é do órgão ambiental e o processo de análise poderá levar até um ano para ser concluído.

Segundo ele, o município de Coronel Domingos Soares, terá benefícios como aumento no Fundo de Participação dos Municípios e o ICMS pela geração, além da movimentação na economia local durante a construção da PCH. Informou que estão sendo feitas reuniões com as comunidades da região e posteriormente, será realizada a audiência pública com toda a comunidade, com a participação de representantes da empresa e também do órgão ambiental responsável.

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