Responsável pela exportação de mais de 30% da madeira compensada produzida no Paraná,  Palmas, no Sul do Estado, tem 2,6 mil, dos 11 mil trabalhadores formais do município, empregados nas suas indústrias madeireiras. Funções como alimentador de linha de produção e impregnador de madeira são as que possuem o maior número de ocupantes. Segundo o Estudo Setorial 2016 da ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), o setor de madeira é responsável por mais de 170 mil empregos na região Sul do Brasil.

Até o mês de novembro, as exportações do setor madeireiro de Palmas movimentaram mais de US$ 103 milhões e após o impacto da crise econômica mundial, entre 2007 e 2009, e atual situação politíco-financeira do Brasil, o setor aposta na recuperação do setor imobiliário norte-americano, mantendo sua produção em níveis estáveis.

Diante desse cenário, a indústria da madeira e móveis demanda de mão de obra qualificada. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Senai, o Paraná precisará, até 2020, de mais de 29,6 mil trabalhadores com formação técnica na área, um incremento de 16,6% nos postos de trabalho do setor.

Em Palmas, segundo o gerente da unidade do Senai, Valdemar Augusto de Souza, através de pesquisa de mercado, o setor industrial apresentou segurança do trabalho e eletromecânica como as ocupações mais deficitárias, e seguindo essa orientação, a unidade passou a ofertar cursos técnicos nessas áreas, formando profissionais voltados para a realidade da indústria palmense.

Conforme Souza, por ano, cerca de 30 novos técnicos em cada área são formados em Palmas. Além disso, em parceria com as empresas, são ofertados cursos de qualificação, de curta duração, específicos para as atividades industriais.

De acordo com dados divulgados pelo Ibope, à pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 72% dos alunos formados em cursos técnicos estão conseguindo emprego já no primeiro ano após a conclusão do curso.

Por outro lado, estudo da empresa de recursos humanos Manpower aponta que 43% das empresas brasileiras têm dificuldade para atrair profissionais qualificados, com escassez de mão de obra mais forte nas funções que exigem nível técnico, principalmente nos cargos de produção, operações e manutenção.

Cursos técnicos com maior empregabilidade:

– Eletrotécnica: 9 em cada 10 formados

– Segurança do Trabalho: 9 em cada 10 formados

– Eletrônica: 8 em cada 10 formados

– Mecânica: 8 em cada 10 formados

– Secretariado: 8 em cada 10 formados

– Açúcar e álcool: 8 em cada 10 formados

– Edificações: 8 em cada 10 formados

– Enfermagem: 8 em cada 10 formados

– Logística: 8 em cada 10 formados

– Administração: 7 em cada 10 formados

Áreas que mais vão demandar formação profissional até 2020 no Paraná:

– Construção: 223.413

– Meio Ambiente e Produção: 209.596

– Alimentos: 120.152

– Metalmecânica: 110.821

– Vestuário e Calçados: 70.617

– Energia: 39.515

– Tecnologias da Informação e Comunicação: 36.057

– Veículos: 36.016

– Madeira e Móveis: 29.688

– Petroquímica e Química: 17.853

– Papel e Grafia: 15.759

– Pesquisa, Desenvolvimento e Design: 5.422

– Mineração: 5.154