A indústria voltada a produção de painéis de madeira em Palmas, sul do Paraná, está vivendo um dos seus melhores momentos. Dólar valorizado e recuperação da economia americana são alguns fatores que influenciam positivamente no atual quadro. Por outro lado, o setor sofre com a falta de mão de obra e com a escassez de matéria prima.

A avaliação foi feita na noite de ontem(04) pelo  Diretor de Comércio Exterior da Indústria Sudati, responsável por vendas    também da empresa Guararapes, Fabiano Sangali, durante reunião do Movimento Palmas Desenvolvida, no Auditório da Associação Comercial e Empresarial. Na ocasião revelou que atualmente as referidas empresas, estão entre as quatro maiores do segmento no Brasil, na 2º e 4º posições respectivamente.

Em relação às perspectivas, Sangali, considerou que o cenário está altamente favorável para a expansão do setor produtivo  por conta da valorização do dólar e a recuperação da economia norte americana. “É o melhor cenário dos últimos oito anos, sem sombra de dúvida”, avaliou. Salientou que desde final do ano, as vendas para a Europa e Estados Unidos se mantiveram em crescimento. “Normalmente, sempre aos finais de ano, por exemplo, o mercado americano diminui o volume de compras, ao contrário do que ocorreu no ano passado. Isso deu um fôlego muito grande para a indústria local que continuou produzindo em ritmo acelerado”.

Mesmo com todos os aspectos positivos, as indústrias locais estão encontrando barreiras para utilizar a totalidade de sua capacidade produtiva pela falta de mão de obra em todos os setores. Conforme Sangali, atualmente há uma carência muito grande de trabalhadores tanto para o setor administrativo, quanto para atuar diretamente na produção. “Apesar de os salários estarem bastante atrativos, não estamos encontrando trabalhadores”, lamentou. Informou que em praticamente nas mais de dez indústrias locais do setor, há acolhimento de currículos e quando há enquadramento no perfil desejado a contratação é imediata, com bons salários.

Outro entrave está relacionado a escassez de matéria prima, exigindo que as indústrias tragam toras de pinus de áreas distantes até 200 quilômetros de Palmas, bem como a  compra lâminas prontas, ficando apenas a montagem dos painéis localmente. “Somente as florestas existentes em Palmas não conseguirão suprir por muito tempo a demanda da indústria local”. Diariamente são consumidas 6 mil toneladas de madeira. Isso representa 120 caminhões bitrens carregados com árvores retiradas num espaço de oito alqueires.

Conforme projeções, no município há florestas, ainda em formação, suficientes apenas para o máximo quatro anos, sendo necessária uma estrutura para buscar matéria prima em outras regiões do Paraná e Santa Catarina.