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Na imagem Márcio Kokoj em frente a polícia do DF no momento da negociação para evitar o confronto com indígenas

Grupo de indígenas de Mangueirinha, Sudoeste do Paraná, integrou a delegação composta por Kaingangs, Guaranis, Xetás e Xoklengs do Sul do país, que participou do 14º Acampamento Terra Livre (ATL), encerrado no último dia 28 de abril em Brasília. Representantes de 200 povos no Brasil se mobilizaram em número recorde, neste ano, para garantir seus direitos, previstos na Constituição.

Ao RBJ, um dos líderes do movimento, Márcio Kokoj Kaingang, da TI de Mangueirinha, lamentou as agressões sofridas durante o encontro que reuniu 4000 mil indígenas presentes, sendo 10% da região sul, que foram reivindicar a demarcação de terras, pois, segundo ele, muitos índios nas aldeias do sul vivem em acampamentos, principalmente crianças e idosos. “Infelizmente estamos num processo de um governo que compactua com o imperialismo americano, tornando-se um governo genocida contra os povos indígenas”, avaliou.

Revelou que outra preocupação refere-se a PEC 215 que tira do Executivo e passa para o Legislativo o processo de autorização de demarcação de terras indígenas, considerado um retrocesso.  “Gostaria de dizer para a sociedade de Palmas e da região, que nos vejam como povos originários, que temos esse direito. Nós acreditamos e estamos firmes na nossa luta”, enfatizou Kokoj.

Em relação a possíveis manifestações locais, informou que nada está previsto e que esperam a resposta da Carta dos Povos Indígenas encaminhadas ao governo durante o movimento na capital federal. “Desde já agradeço à Rádio Club, Rede Bom Jesus de Comunicação(RBJ)  pelo espaço que vocês tem dado a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil para divulgação da nossa luta local, regional e nacional”, finalizou a liderança.