Os produtores de maçã receberam, no final de semana,  a confirmação de que a Índia irá importar a produção brasileira, a partir de 2018. A notícia pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi,  em missão governamental no continente asiático, gerou expectativa também no produtores de Palmas, sul do Paraná.

Em rede social[facebook], o ministro publicou: Estamos literalmente colhendo bons frutos nessa missão oficial. Eis a boa nova para os produtores de maçã do Brasil! A Índia autorizou, no final de agosto passado, a importação de maçã do Brasil por meio de tratamento a frio.

Conforme Maggi, espera-se que o país seja um dos principais destinos da maçã brasileira, pela qualidade do produto e potencial de mercado. “A negociação com o lado indiano durou vários anos e graças ao intenso trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA)e Ministério das Relações Exteriores(MRE), e produtores brasileiros o resultado foi satisfatório”, confirmou.

O Diretor Técnico da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã(ABPM) e produtor palmense, Ivanir Dalanhol, disse que abertura de um novo mercado é decisivo para o setor. “Recebemos com muita alegria esta confirmação,  porque a Índia é um grande mercado e tem muito a crescer”, avaliou.

Explicou que do total da produção nacional da safra 2016/2017, superior a 1 milhão de toneladas, apenas 40 mil toneladas foram para a exportação. Praticamente toda a produção ficou para o mercado interno para consumo in natura e industrialização,  ocasionando uma queda acentuada da produção pelo excesso de oferta do produto. O quadro impactou financeiramente, inclusive, com a descapitalização de muitos produtores, que tiveram que vender com preços abaixo do custo para poder arcar com empréstimos de custeio. “Como trabalhamos com a lei da oferta e procura haverá menos oferta da fruta no mercado interno e os preços votarão a ser atrativos aos produtores. Bem diferente dessa safra que estamos comercializando com prejuízos. Temos que abrir mais mercado externos ainda”, avaliou Dalanhol.

Especificamente para os produtores de Palmas a perspectiva é igualmente muito favorável, pois com a abertura para o pais asiático, as grades empresas exportadoras vão demandar  de um volume muito maior e isso, conforme Dalanhol,  abre o mercado para pequenos produtores, como os palmenses.

Na safra, recentemente colhida, os produtores de Palmas tiveram uma das maiores produtividades dos últimos anos, alcançando 13.177 toneladas, em 395.8 hectares. Foram  7.038 toneladas da variedade Fuji; 5.387 de Gala e outros 752 mil quilos de Eva e outras cultivares.Na safra 2015/2016 a produtividade foi de 11.883 toneladas, mas os preços geraram boa lucratividade ao setor.