Os desafios no trabalho evangelizador são inúmeros, pois a sociedade que nos envolve apresenta características sempre novas no seu modo de viver e organizar-se, desafiando-nos com o seu tecnicismo e sua aplicação mecânica, quase mágica.

   Tais desafios interpelam a necessidade de planejar bem nossos trabalhos pastorais exigindo clareza na ação, superando o imediatismo, a superficialidade, a pouca criatividade, a dispersão de forças humanas. Nestes novos tempos é inquestionável a necessidade de planejar bem para que o trabalho possa estar em sintonia e responder aos grandes desafios propostos na Evangelização.

   As novas DGAE apresentam, como o próprio nome indica, Diretrizes para a Evangelização. O que são? Diretrizes: indicam caminho ajudam na elaboração de bons planos, abordando aspectos prioritários da ação evangelizadora. Elas apresentam princípios norteadores e urgências irrenunciáveis, orientam o planejamento dos trabalhos das Pastorais e movimentos, apontam um caminho para a unidade na diversidade. São linhas de orientação, fundamentos. A aplicação das Diretrizes estabelece-se no Plano de Ação Evangelizadora da Diocese e Paroquial. Eis a grande necessidade de realizar a Assembleia Paroquial, não somente para elaborar um calendário de atividades festivas, mas apresentar propostas de formação e atividades evangelizadoras envolvendo a todos, tendo presente o espírito do documento de Aparecida, sendo Discípulos Missionários, no encontro pessoal com Cristo que se plenifica na vida comunitária.

   Os caminhos apresentados pelas Diretrizes devem ser concretizados no Plano Paroquial, que acontece a partir das Assembleias Paroquiais.
Mesmo diante dos desafios e mudança de época, é preciso certa dose de audácia para insistir neste instrumento preciso e indispensável para a vida da Igreja em sua missão de Evangelizar. Que as Assembleias Paroquiais sejam um acontecimento evangelizador, proporcionando unidade e crescimento entre todas as comunidades. Sem a Assembleia Paroquial, na qual elabora-se o plano de Ação Evangelizadora, não é possível aplicar as Diretrizes propostas.

Pe. Geraldo Macagnan – CDAE