Há mais de 10 anos, quando ainda dividia parte de sua estrutura com a escola municipal Nerazi Menin Calza, o colégio estadual Padre Ponciano, de Palmas, Sul do Paraná, sofre com a falta de salas de aula e de uma estrutura física adequada para o atendimento aos estudantes do bairro Lagoão e arredores, e diante dessa situação, precisa utilizar-se de salas do pavilhão comunitário, alugadas pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Uma série de negociações entre prefeitura e Governo do Estado já foram realizadas para a ampliação do colégio, porém, sem sucesso. Uma das alternativas apontadas é a utilização de um terreno localizado ao lado da instituição, de propriedade da Copel, onde funcionava uma subestação de energia. Atualmente, o terreno está desocupado e acaba sendo utilizado para a prática do tráfico de drogas e prostituição.

De acordo com o vereador Edson Luiz Ferreira Kemes (PDT), o município buscou junto à Copel e à Secretaria de Educação uma forma de repasse desse terreno para o Governo e assim, ampliar a estrutura do Padre Ponciano. Entretanto, segundo o vereador, a Companhia Paranaense de Energia não está disposta a doar o terreno. A única saída seria o município comprar a área e repassá-la ao Governo.

Informou Kemes que a administração municipal deverá encaminhar no inicio do próximo ano, uma proposta de compra à Copel, para dar andamento ao processo. A Câmara de Vereadores inclusive, já aprovou a desafetação de parte da Avenida Paraná, entre o colégio e o terreno da Copel, devendo seguir para os trâmites cartórios para o repasse ao Governo do Paraná.