O deputado federal Assis do Couto, a prefeita de Capanema, Lindamir Denardin, e o prefeito de Capitão Leônidas Marques, Ivar Barea, participaram nesta quinta-feira (03) de duas reuniões, em Brasília, para debater a construção da Usina Baixo Iguaçu. As reuniões foram realizadas no ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), e no MME (Ministério de Minas e Energia).

Os resultados mais significativos das reuniões foi o comprometimento do ICMBIO em analisar a única condicionante que impede a retomada plena das obras da usina. Atualmente, a empresa responsável pela construção da obra só pode realizar trabalhos na parte seca do canteiro de obras. Ou seja: nenhuma obra dentro do rio. E no Ministério de Minas e Energias, a novidade é a criação de uma mesa de negociação permanente sobre o processo de construção da Baixo Iguaçu.

No Instituto, o deputado e os prefeitos foram recebidos pelo substituto do presidente do ICMBIO, Marcelo M. de Oliveira e por Fernanda Bucci. Eles se comprometeram com as autoridades do Sudoeste que a análise da condicionante será feita até setembro.

A reunião no Ministério de Minas e Energias foi com Juliette Monsá, Rita Alves, Edith Carvalho e Alexandre Ramos, da Secretaria Executiva do ministério. Lá o deputado Assis, a prefeita Lindamir, e o prefeito Ivar garantiram a criação de uma mesa permanente de negociação para tirar dúvidas e cobrar ações para garantir a construção da usina. Uma reunião para o próximo mês será marcada, com a presença dos empreendedores responsáveis pela Baixo Iguaçu, para debater questões importantes para a sociedade local, como as indenizações às famílias atingidas por exemplo.

“Esta usina está planejada desde o final dos anos 70. A primeira licença para a Baixo Iguaçu é de 1985. Para ser construída em um local que alagaria mais de 8 mil hectares do Parque Nacional do Iguaçu e milhares de famílias. Na época, a comunidade local não aceitava a Usina. Hoje há uma outra compreensão. Sabemos da necessidade de construir esta usina, mas não podemos descuidar de questões ambientais e sociais relacionadas à obra”, discorreu o deputado Assis.

Problemas nos municípios

Os prefeitos Ivar Barea e Lindamir puderam, no ministério, relatar alguns problemas de gestão municipal que enfrentam desde o início — e posteriormente paralisação — das obras da usina Baixo Iguaçu. Entre os problemas principais, eles apontam superlotação de creches, escolas e postos de saúde, com as pessoas que foram aos municípios em busca de emprego para trabalhar na construção da usina e, com a paralisação das obras, estão desempregados.

“No meu município, por exemplo, também temos um problema de habitação gravíssimo. O preço do aluguel subiu absurdamente com a especulação imobiliária criada pela construção da usina e acabou empurrando muita gente, que morava na cidade, para as periferias”, detalhou Ivar Barea.

Os prefeitos esperam que estes e outros problemas sejam debatidos na próxima reunião, agendada para outubro. Esta com a participação de todos os atores envolvidos na construção da Usina Baixo Iguaçu.