por Ivan Cezar Fochzato ( com informações do IBAMA)

 

Uma equipe de fiscalização do Ibama na Operação Pinus Pirata, encontrou centenas de araucárias mortas em uma fazenda no município de Bituruna. Todas as árvores foram mortas por anelamento do caule, o que impede o fluxo de nutrientes matando as plantas.

O proprietário da área de 134 hectares onde estava ocorrendo o crime ambiental foi autuado com multa de mais de R$ 1 milhão, por danificar vegetação nativa em área de Mata Atlântica, o bioma mais ameaçado do Brasil. Foi embargado o prosseguimento da prática lesiva.

O objetivo da matança das árvores jovens era impedir o aumento do número de araucárias na área, utilizada para a pecuária, para garantir que a área de pastagem não se reduziria. O corte da araucária nativa é proibido, a espécie somente pode ser aproveitada economicamente em caso de floresta plantada para tal finalidade.

Um dos argumentos usados pelo autuado foi que cavalos haviam comido as cascas das árvores, causando a morte das mesmas, mas os anéis feitos nos caules das araucárias claramente haviam sido produzidos por golpes de objetos cortantes, como facões, foices ou machados, dependendo da espessura dos caules.

 

OPERAÇÃO PINUS PIRATA

O Ibama deflagrou a Operação Pinus Pirata, de combate ao desmatamento da Mata Atlântica no centro-sul do Paraná e em Santa Catarina. Na região, a vegetação nativa destruída ilegalmente, em geral, é substituída por cultivo de pinus e eucalipto, o que além de crime ambiental, acarreta em uma imensa perda da biodiversidade brasileira. A operação faz parte do planejamento anual de proteção ambiental do instituto.

 

Elaborada nos moldes da Operação Boi Pirata, que foi crucial para a redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, o objetivo da Pinus Pirata é contribuir para que áreas onde houve desmatamento ilegal da Mata de Araucárias não sejam ocupadas por atividades econômicas, evidenciando que o desmatamento ilegal não é uma atividade rentável.

 

A chefe da fiscalização do Ibama no Paraná, Maria Luiza Gonçalves advertiu à queles que insistirem no desmatamento ilegal e no descumprimento de embargo aplicado pelo Ibama serão aplicadas as penalidades previstas em lei, como autuação e apreensão da produção silvicultural e agropecuária que impedem a regeneração das áreas degradadas, além da apreensão dos bens utilizados no crime como tratores e caminhões.

Empresas e pessoas físicas autuadas que tiveram áreas embargadas pelo Ibama por desmatamentos ilegais na região e não cumpriram o embargo são os alvos operação. Elas estão sendo notificadas para realizarem o corte e o estaleiramento, no prazo de dez dias, do pinus e outras espécies exóticas plantados nas áreas embargadas pela fiscalização, bem como para a retirada de gado eventualmente presente nos locais, além de serem autuadas por impedir a regeneração da vegetação nativa.