Por Evandro Artuzi

Desde que foi roubado o Fuzil Automático Leve (FAL), calibre 7.62, no 16º Esquadrão da Cavalaria Mecanizado de Francisco Beltrão, muitos comentários surgiram entre a comunidade local e regional, principalmente em Chopinzinho onde residem os familiares do soldado que estava com a arma.

 

O roubo aconteceu na noite do dia 29 de março, quando dois homens armados de pistola sob ameaça solicitaram a entrega da arma. No dia seguinte ao fato, o comando do Exército em Francisco Beltrão reuniu a imprensa e explicou a situação, anunciando inclusive o início de uma investigação por meio de um IPM (Inquérito Policial Militar).

 

Desde então essa investigação começou a ser realizada com apoio do serviço de inteligência do Exército, bem como a procura pela arma roubada em toda a cidade, com equipes presentes em vários bairros. A situação também gerou especulações entre a comunidade sobre um possível envolvimento do militar no sumiço da arma, fato que ele nega.

 

Comentários paralelos citavam o envolvido como amigo de traficantes e que esses teriam montado um esquema para se apossar do Fuzil. Essa situação causou indignação por parte da família e amigos do soldado que, nesse caso, é apenas uma vítima de ladrões. Com medo de sofrer ainda mais com falsas acusações, a família do rapaz contratou, na semana passada, um advogado para acompanhar o caso de perto.

 

A primeira providência da defesa foi tomar conhecimento da situação e da investigação em andamento, bem como manter contato com o militar e seus comandantes em Francisco Beltrão, além de acompanhar, no dias 21 e 23 de abril, as reconstituições do roubo. Nesta quarta-feira (25/04), com exclusividade, o advogado Auro Almeida Garcia, que acompanha o caso, falou à Onda Sul FM durante o programa jornalístico Onda News. Garcia foi enfático em dizer que, em primeiro lugar, houve falha do sistema no roubo da arma e depois falou apoio ao soldado que não teve qualquer cobertura no momento da ocorrência.

 

Além disso, outros fatores foram citados pelo advogado como, por exemplo, a pressão psicológica que o militar e sua família vêm sofrendo, bem como acusações inverídicas feitas pela comunidade. Garcia lembrou que até agora o militar é apenas uma testemunha do caso. “Ninguém pode condenar alguém sem ter provas para isso”, declarou. Quanto às reconstituições, alegou terem sido benéficas para o soldado, que pôde expor realmente o que viveu naquela noite. “Foi positiva a reconstituição, eu percebi que os próprios militares perceberam detalhes que livram o soldado de qualquer acusação infundada”, disse.

 

O defensor pediu prudência da população regional quanto a comentários sem conhecimento de causa. Inverdades e acusações prejudicam a investigação e causam mais sofrimento a família, que já vive agoniada e com medo. Para encerrar, declarou que confia na humildade do militar e de sua família, os quais conhece há muitos anos na cidade de Chopinzinho e nunca presenciou ou soube de qualquer conduta irregular envolvendo os mesmos.