por Alencar Pereira

 

Hoje (27) é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos. O número de doadores de órgãos no Brasil cresce a cada dia, assim como o número de transplantes realizados. O programa público nacional de transplantes de órgãos e tecidos é um dos maiores do mundo. Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito, bastando que os familiares autorizem a doação, após a constatação de morte encefálica, quando não já não há mais funções vitais e a parada cardíaca é inevitável.

 

Segundo Willian Holderied, médico da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Pelizzari em Palmas, sul do Paraná, para ser doador não é necessário portar nenhuma documentação, mas é fundamental comunicar à própria família o desejo da doação posto que, após o diagnóstico de morte encefálica, a doação só se concretiza após a autorização dos familiares.

 

Disse que órgãos como coração, pulmões, fígado e pâncreas só podem ser transplantados se removidos após a morte encefálica e antes da parada cardíaca; a retirada de córneas e ossos pode ser feita até seis horas após a parada cardíaca; e, no caso dos rins, o limite é de um máximo de 30 minutos após a parada cardíaca.

 

Salientou que a grande preocupação das pessoas quanto à doação de órgão é a mutilação do corpo, mas que não a motivos para preocupação, pois a retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

 

Hoje, no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo da doação. A doação de órgãos só acontece após autorização familiar.