Aos poucos a greve dos caminhoneiros vai ganhando força nos municípios do sudoeste e nas demais regiões do Paraná. O principal debate está e torno do preço dos combustíveis. A paralisação permite o fluxo de veículos pequenos, ambulâncias e Vans.

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Deputado Assis do Couto / Foto: Assessoria

Para o Deputado Federal Assis do Couto (PDT), “é uma greve anunciada há muito tempo. Situação trágica que os caminhoneiros estão passando há anos, então a greve é legítima”.

Desde 2015, o Governo Federal não adotou nenhuma medida para regulamentar o serviço no setor. Recentemente, a mudança de preços nos combustíveis aplicada pela Petrobras, o Diesel teve constantes aumentos, além disso, os caminhoneiros questionam os valores pagos no pedágio e o preço do frete.

Para Assis, o reajuste do combustível foi o ponto final que culminou na greve. “Considero esse fato como a paulada final. O caminhoneiro vinha numa estrada longa de problemas em 2013, 2015. Agora essa decisão do governo para aumento do combustível é como se tivesse desmoronado uma montanha e trancou a estrada”.

O parlamentar é autor do Projeto de Lei 528/2015 que cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Aprovado na Câmara, agora tramita no Senado Federal. “Esse projeto nasceu na greve de 2015, que na época o governo da Dilma já poderia ter feito através de medida provisória e resolvido o problema. No senado é o Projeto 161, ele tem que ser aprovado e sancionado pelo presidente da república, ou que faça medida provisória e regulamente essa questão dos fretes”, desta Assis.