A problemática da gravidez na adolescência terá dois momentos distintos de discussões e atividades a partir deste ano em Palmas, sul do Paraná. Políticas nacional e municipal já estão em vigor, a partir de leis específicas aprovadas pelo Congresso Nacional e Câmara de Vereadores local. A gravidez na adolescência é uma das principais causas do elevado índice de mortalidade infantil no município.

Na última sexta-feira(04) foi publicada a legislação federal que alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente para instituir a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A iniciativa prevê que anualmente na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, o poder público, em conjunto com organizações da sociedade civil, deverá dirigir ações prioritariamente ao público adolescente.

Em nível local, a proposta do vereador Paulo Bannake, foi aprovada em 2018, visando diminuir a incidência, incentivar o planejamento familiar e informar, sensibilizar e envolver a sociedade em torno da situação da maternidade e paternidade precoce.

Em âmbito municipal deverá ocorrer anualmente, na segunda semana do mês de outubro, quando serão realizadas atividades nas Unidades Básicas de Saúde e na Rede Municipal de ensino. Ambas legislações tem objetivos de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência.

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O alto índice de gravidez na adolescência e a falta de pré-natal entre as gestantes são as duas principais causas de mortes de crianças menores de um ano em Palmas.

Conforme constata o Setor de Vigilância em Saúde, muitas  adolescentes escondem o estado de gravidez da família e com isso também não realizam o acompanhamento necessário, o que vai refletir, em muitos casos, na morte da criança.

Outro fator, é que muitas gestantes, mesmo  em fase adulta, despreocupam-se com o pré-natal e nos  cuidados básicos com a criança após o nascimento, podendo levar a morte  antes de completar um ano.

Em 2017 o índice de mortalidade infantil fechou em 16,66 mortes a cada mil nascidos vivos. Naquele ano 14 crianças morreram antes de completar um ano.  Em 2018, até o mês de agosto a Vigilância contabilizou doze mortes, estabelecendo uma taxa(preliminar) de 20,97 óbitos/mil nascidos vivos.