A psicóloga Dilma Schirr, apresenta todas as quintas o quadro de orientação “Conhece-te a Ti Mesmo”. Sucesso na programação da rádio Onda Sul FM, os temas abordados, são indicados pelos ouvintes.

Dilma tenho uma irmã muito ingrata, ela não sabe reconhecer tudo que nossos pais fizeram por ela, só pensa nela. Ela pode mudar ou será sempre assim?

Dilma inicia comentando que ser grato é se alegrar com você, com o que recebe, ser grato é partilhar aquilo que você recebe. Porém, existem pessoas que não partilham nada. “Tem pessoas que não partilham nem um sorriso, elas passam ensimesmadas no seu eu, ou no seu egocentrismo, no seu egoísmo, elas nem te dirigem o olhar, você não vai julgá-las porque essa pessoa pode estar doente, estar com depressão profunda, estar em pânico, ter alguma doença.”

(Imagem Ilustrativa)
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Segundo a psicóloga quem tem perfil de uma pessoa ingrata, pode mudar essa postura, mas precisa refletir sobre alguns aspectos: “Quem sou eu? O que estou fazendo com a minha vida? Eu sou grato pelos meus pais ou exijo cada dia mais? Sou um filho déspota?” O filho déspota é aquele que não se contenta com nada e está sempre querendo mais, Dilma explica que muitas vezes a mãe deixa com que o filho seja déspota e isso acontece inconscientemente. “Às vezes a mãe deixa de comprar alguma coisa para ela, algo para lhe agradar e sempre oferece só para o filho ou só para filha, tudo para o filho”.

Um caso citado pela psicóloga, nos dá dimensão desse fato. “Uma vez uma mãe me deixou impressionadíssima porque ela vendeu a casa para pagar faculdade da filha. Eu não acho justo que ela vá dá o seu sangue, pagando aluguel, se sacrificando, para dar autonomia financeira para um filho porque ela não sabe qual será o futuro desse filho, dessa filha. Esse filho poderia estudar mais, passar em uma Federal ou numa Estadual, fazer um ano de cursinho, e não aceitar esse sacrifício da mãe. Não vejo esse fato como generosidade, vejo como abuso e inconsciência de uma mãe.

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Dilma Schirr, esclarece que ser grato aos pais por eles terem dado a vida e prover essa pessoa, já é um grande começo. É necessário reconhecer de onde veio, tudo o que recebeu. “A gratidão é algo que deve ser construído e praticado diariamente. Essa é uma virtude que deveríamos tentar cultivar sempre, é difícil mas é possível. Com a idade, a maturidade, você vai redimensionando os conceitos, reinterpretando tua vida, tuas atitudes e passa a ver o mundo e o que acontece com você de outra forma. Felizmente é assim, são os benefícios da maturidade, do envelhecimento”, finalizou.