Em reunião realizada na tarde de ontem (24), o governador Beto Richa (PSDB) prometeu liberar os recursos necessários para o início do ano letivo nas universidades estaduais do Paraná.

As sete instituições de ensino superior ameaçavam cortar bolsas de estudo, a compra de materiais básicos, o pagamento de água e energia elétrica, além de vetarem o inicio das aulas, por conta do corte de gastos por parte do Governo Estadual, que há tempos, enfrenta uma séria crise financeira.

Participaram da reunião, os reitores das universidades estaduais de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), de Londrina (UEL), e da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). De acordo com o reitor da Unicentro e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público, Aldo Nelson Bona, as universidades deverão encaminhar à Secretaria da Fazenda, um novo orçamento, com os custos do primeiro trimestre.

No inicio das negociações, os reitores reivindicavam R$ 124 milhões para o custeio de todo o ano letivo de 2015. O Governo ofereceu R$ 9 milhões, valor rejeitado pelas instituições. Segundo Bona, o Executivo estadual comprometeu-se a normalizar o repasse de verbas a partir do mês de abril.

Durante a reunião também ficou definido o pagamento de parte das férias atrasadas de servidores e professores, que deverão ser quitadas em parcela única no mês de março. O governador Beto Richa não explicou de onde sairão os recursos para o atendimento às universidades.

As universidades paranaenses abrigam mais de 120 mil estudantes de graduação, pós-graduação, cursos presenciais e à distância. São ofertados 305 cursos de graduação, 302 de especialização, 141 mestrados e 52 doutorados. No sistema atuam sete mil docentes. As universidades estão instaladas em 38 cidades com ensino presencial; possuem cerca de 50 polos para ensino à distância e, ao fim da implantação da Universidade Virtual, terá mais 150 polos no Paraná.