Após o aumento em 40% no IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), aumento de 12% para 18%, ou 25% na alíquota do ICMS em mais de 95 mil itens como medicamentos, produtos de higiene e eletrodomésticos, taxação de 11% para os aposentados e pensionistas do estado, e outras medidas tomadas pelo Governo do Estado, os paranaenses devem preparar o bolso, porque agora é a vez do preço da água aumentar.

A tarifa de água e esgoto da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) será reajustada em 12,5% neste ano. O aumento foi autorizado pelo governador Beto Richa (PSDB), na quinta-feira (12) conforme decreto publicado em Diário Oficial, no mesmo dia em que os professores e funcionários da educação invadiram os pátios da Assembleia Legislativa, a fim de evitar a votação do “2º pacote de maldades” do Governo.

O reajuste deverá ser dividido em duas parcelas, sendo a primeira de 6,5%, aplicada a partir do dia 24 de março, e a segunda, de 6%, válida a partir do dia 1º de junho de 2015.

O aumento foi pedido pela Sanepar ao Intituto das Águas do Paraná, órgão regulador da estatal. No ano passado, a Sanepar pediu um aumento de 8,17%, mas teve direito a um repasse menor, de 6,4%. Em 2013, a companhia planejava reajustar a tarifa em 10,62%, mas o índice autorizado ficou em 6,9%.

Depois de ficar congelada entre 2005 e 2010, durante os governos de Roberto Requião e Orlando Pessuti (PMDB), a tarifa da Sanepar voltou a subir quando Richa assumiu o governo. Durante os quatro anos de gestão tucana, o aumento acumulado nas tarifas de água foi de 53,7%. Acima, portanto, da inflação anual medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que variou 27% no mesmo período.