O homem que assassinou seis pessoas, cinco da própria família e passou três anos fugindo da polícia, foi julgado e condenado a 150 anos de prisão em regime fechado. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (03), no Tribunal do Júri da Comarca de Francisco Beltrão.

Gilmar de Jesus Reolon, 49 anos, matou o pai Otávio reolon, 66 anos; a sogra Petroníla Casanova; a esposa Gema Casanova Reolon, 45 anos; os filhos Jean Luca Reolon, 08 anos, Giseli Indianara Reolon, 14 anos; e a vizinha Indiamara Pereira dos Santos, 13 anos. Os crimes ocorreram entre maio de 2009 e fevereiro de 2010, sendo o pai o primeiro a ser morto.

Por cada crime cometido, Gilmar foi condenado a 30 anos de reclusão, o que elevou a pena para 180 anos, mas como houve a unificação conforme previsto no artigo 69 do Código Penal, foi fixada pena máxima de 150 anos. Isso por que vários crimes foram praticados no mesmo local, isso no caso da família. Desses, o condenado deve cumprir 30 anos que é o tempo permitido pela lei.

Apesar de a condenação ter sido com pena máxima, o filho de dona Petronilia, Nilson Casanova e o irmão de Gilmar, Idemar Reolon não ficaram satisfeitos com o resultado. Nilson disse não entender o motivo de a pena ser reduzida tanto, de 180 anos caiu para apenas 30 anos.

Já o irmão Idemar esperava uma condenação de mais de 200 anos. O julgamento ocorreu dentro da normalidade. Teve início as 09h30 da manhã e foi concluído às 21 horas. O tribunal do Júri ficou lotado do início ao fim.

O julgamento foi presidido pela Juíza Juliane Veloso Stankevcz, com acusação do Promotor Roberto Tonon Junior e na defesa o advogado Gilberto Richthcik. Também participou a advogada Débora Maciel, que atuou como assistente de acusação do Ministério Público.