Por Luiz Carlos Bittencourt

 

   Os freis Álido Rosa e Hugolino Pedro Becher (Ordem dos Frades Menores), no ano de 1973, em Lages-SC, criaram o Movimento de Lareira. Nos dias 30 de agosto, 01 e 02 de setembro do mesmo ano, na Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição Aparecida, em Lages, aconteceu o primeiro retiro com os casais. A partir deste momento outras regiões receberam este movimento que trabalha com casais e famílias.
Desde o dia 06 de outubro de 2011, encontra-se na Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, o Frei Álido Rosa, visitando o bispo Dom José Antonio, as Paróquias, lideranças da Lareira e amigos.

   Origem

   Em entrevista exclusiva ao Jornal Diocesano Até Que…, Frei Álido falou da origem do Movimento de Lareira: “Naquele tempo a Igreja se preocupava com as muitas separações que aconteciam de casais de união sacramental, com o controle da natalidade, com a falta de oração, porque a televisão e as novelas chegaram e afastaram das casas o costume popular de rezar o terço e fazer as preces costumeiras da família. Estes são os motivos. E o objetivo da Lareira era esclarecer às famílias a importância da unidade, da fidelidade do casal, da importância de mandar as crianças para a escola, unir os casais para que juntos formassem as pequenas comunidades, aonde a Igreja acontece”.

Crescimento da Lareira

   Com relação ao crescimento do Movimento de Lareira e Jornada Jovem, explicou Frei Álido: “Foi um pulo do Espírito Santo. Eu só sabia que existia equipe de Lareira e Jornada em Lages, Curitibanos e Rio de Janeiro, onde trabalhei por 10 anos. Mas quando Dom Agostinho me chamou para explicar qual era o sentido da Lareira em uma Paróquia, fiquei sabendo que nesta diocese existiam oito paróquias que tinham equipe de Lareira, ajudando os casais a concretizar o sentido do matrimônio, da família e da Igreja. Intermediaram esta implantação o Itamar Pereira e sua equipe de jovens juntamente com o Pe. Afonso, da Paróquia Santa Rita de Cássia, de Marmeleiro. Em 1976 eles pediram para que eu viesse aqui visitar a Jornada e a Lareira. Vim e fiquei muito feliz de ver que este trabalho estava produzindo muitos frutos. Conforme a carta de apresentação do estatuto da Lareira, de Dom Agostinho, o movimento promove o diálogo da família, vocações sacerdotais e religiosas e unifica a Pastoral Familiar”.

Pastoral Familiar

   Afirma Frei Álido que o Movimento de Lareira deve estar inserido no trabalho com a Pastoral Familiar: “Os laleiristas e o JJs são paroquianos e missionários e devem se integrar nas ações da Paróquia que está em permanente missão. O que se pede é que a Lareira assuma o trabalho em conjunto com a Pastoral Familiar, porque em primeiro lugar eles são Pastoral Familiar, apenas têm um nome fantasia que se chama Lareira, mas a base dos lareiristas é a base da Pastoral Familiar. Os lareiristas e os JJs têm que atender o apelo do bispo e dos padres para se integrar nas pequenas comunidades”.

Casais em Segunda União

   Com relação aos casais em segunda união, pede Frei Álido: “A Igreja tem sido misericordiosa. Os lareiristas não devem abandonar estes casais em segunda união. Devem procuram ajudá-los na orientação de que situação aconteceu o casamento religioso. Atualmente existem possibilidades de nulidade matrimonial, havendo argumentos que prove que, mesmo acontecido a celebração, o sacramento pode não ter existido por questões anteriores de impedimentos. Se houver justas razões devem procurar o Tribunal Eclesiástico da Diocese para encaminhar o processo. Assim o casal poderá contrair o matrimônio perante a Igreja”.

Mensagem

   Em sua carta à Diocese Frei Álido finaliza dizendo: “Agradeço aos bispos, aos padres, os coordenadores da Lareira e da Jornada pelo maravilhoso trabalho que estão realizando a fim de conseguir uma Paróquia-Lareira, uma Igreja Viva, o Fruto Bendito do Espírito Santo. Peço perdão de ficar tanto tempo longe dessa caminhada diocesana e paroquial feita nesses anos. Coloco-me a disposição para, a partir, de hoje ficar mais próximo para escutar as equipes e ajudar a refletir os nossos passos para o futuro”.