Os funcionários públicos do Paraná vêm enfrentando um grave problema, que se estende há muito tempo: o SAS – Sistema de Assistência à Saúde do Governo Estadual. Os estabelecimentos de saúde que são credenciados junto ao Sistema, que desconta um parcela mensal direto da folha de pagamento do funcionalismo, não atendem mais pelo plano. O motivo? Falta de pagamento por parte do Governo.

A informação chegou ao departamento de jornalismo da Rádio Club de Palmas, sul do Paraná, através de um ouvinte, militar reformado, que contribui com o SAS desde 1975 e não consegue mais realizar os procedimentos médicos que necessita. Segundo ele, o procedimento cirúrgico ao qual deve ser submetido com urgência, tem um custo de quase R$ 5 mil e o mesmo não tem condições para arcar com o valor. Contou que ao tentar realizar o procedimento junto ao Hospital São Lucas, em Pato Branco, sudoeste do Estado, estabelecimento credenciado para atender os municípios da 7ª Regional de Saúde, foi informado que o hospital não atende pelo SAS, até que o Governo do Estado repasse os valores devidos.

Em contato com a administração do Hospital São Lucas, a informação é de que o Governo não paga os valores do convênio há três meses, gerando um prejuízo de R$ 800 mil ao estabelecimento. Segundo o hospital, até o momento não há qualquer sinalização por parte do Governo Estadual sobre o pagamento da dívida.

O Governo do Estado, por meio de nota, informou que a nova equipe econômica está realizando um levantamento das contas estaduais, para elaborar um cronograma de pagamentos.

Segundo a Secretaria da Administração e da Previdência – SEAP, a região de Pato Branco tem 8.527 vidas assistidas pelo SAS. Ela abrange 15 municípios. Em Palmas são assistidas 804 vidas, das quais 414 são titulares e 390 dependentes.