por Ivan Cezar Fochzato

 

Assuntos de ordem técnica e administrativa integraram a  pauta de uma reunião envolvendo a FRUTIPAR (Associação dos Fruticultores do Paraná) e Comissões Específicas para área da fruticultura da FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) na última semana.O objetivo da reunião, conforme Ivanir Dallagnol- presidente da FRUTIPAR, foi discutir antecipadamente,uma série de reivindicações que deverão ser levadas de forma embasada ao governo do estado.

 

Salientou que foram discutidos assuntos relacionados, por exemplo, a meios para que os produtores de maçã do estado, que são considerados grandes, possam vender suas produções para merenda escolar,uma vez que hoje, a compra   direta  pelo governo  está vinculada a pequenos produtores,o que não enquadraria  nenhum em Palmas, por exemplo.

 

Também foram tratadas  de algumas exigências técnicas que os organismos de fiscalização do estado vêm fazendo sem necessidade, pois os pomares de Palmas, sul do Paraná,  não enfrentam problema de sanidade que justifiquem a adoção de ações fiscalizatórias, que acabam  atrapalhando, além da questãop logistica, as garantias de mercado para o produto paranaense.

 

Além disso, estará sendo reivindicado ao governo do estado, que sejam revistas   normas em relação à utilização de alguns defensivos que são proibidos no Paraná e permitidos em outros estados, fazendo com que os produtores paranaenses fiquem  em desvantagem em relação a Santa Catarin, a por exemplo,uma vez que os compostos químicos são fundamentais para a realização dos manejos que garantam uma produtividade maior.

 

Todas as discussões agora serão sistematizadas em documento que  serão encaminhados aos respectivos órgãos do governo paranaense, como forma de permitir maior facilidade aos produtores de maçãs de Palmas e do estado do Paraná, para que possam competir igualitariamente com os de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que por conta de questões técnico-administrativas, encontram condições favoráveis para vender seus produtores em território paranaense, prejudicando localmente o setor.