Foto:Guilherme Zimermann/RBJ
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Foto:Guilherme Zimermann/RBJ

Na próxima quarta-feira (07), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) realiza audiência pública na Câmara de Vereadores de Pato Branco, Sudoeste do Paraná, às 16h, onde apresentará os estudos elaborados pelo Consórcio Caminhos do Sudoeste para concessão da PRC-280, rodovia que corta a região desde Realeza até a divisa entre os municípios de Palmas e General Carneiro, no Sul do Estado. Na quinta-feira (08), a audiência acontece em Francisco Beltrão, na sede da Associação dos Municípios do Sudoeste (AMSOP), às 09h.

Entidades representativas e lideranças da região mobilizam-se para participar das reuniões, onde poderão apresentar sugestões a respeito do projeto. Após as audiências, o DER vai analisar as sugestões e avaliar se há necessidade de alterar os estudos. O projeto prevê a instalação de seis praças de pedágio ao longo da concessão, em Realeza, Ampére, Francisco Beltrão, Renascença, Clevelândia e Palmas.

A Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) estará presente através de suas diretorias, defendendo a aplicação de tarifas que condigam com a realidade da região e com o volume de tráfego da rodovia e que o Governo do Estado conceda um prazo mínimo de cem dias entre a publicação do edital e a apresentação das propostas por parte das empresas interessadas em operar o trecho pelo período de 25 anos.

O vice-presidente da FIEP, Roni Junior Marini, destaca a iniciativa do empresariado regional para a formação de uma cooperativa, para concorrer à concessão. “Essa iniciativa visa participar com um preço mais barato. Se você tem um custo alto no valor do pedágio, isso impacta no custo de produção de todas as empresas”, analisa. Ouça a entrevista clicando aqui.

Ele ressalta a importância da rodovia estar em boas condições para o escoamento da produção regional, uma vez que o Sudoeste está distante de determinados centros consumidores como Curitiba, e também de áreas de exportação, como o Porto de Paranaguá.

O projeto inicial do Governo do Estado era uma tarifa básica de R$ 5,50 a cada 50 quilômetros, preço considerado acima do aceitável. Uma das alternativas apresentadas pela FIEP é a redução da alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços) que será cobrado pelas prefeituras, reduzindo o valor do pedágio. Outra sugestão é que o Governo realize obras de melhorias na rodovia antes de repassá-la à iniciativa privada, o que exigiria a realização de novos estudos.

Por outro lado, Marini reconhece que, de qualquer forma, o pedágio irá aumentar os custos. “Isso envolve uma série de fatores desde a burocracia, a infraestrutura, legislação, carga tributária, que implicam na perda de competitividade, e é claro que o pedágio também é um desses fatores, mas, sendo barato, num modelo adequado, o pedágio acaba não sendo tão oneroso”, avalia o empresário.