Passados três anos, familiares  ainda aguardam respostas das investigações sobre a autoria do assassinato de Nereu Gotoske Daum, além de questionar impunidade pelo crime. A vítima desapareceu numa sexta-feira, 22 de Agosto de 2014 e seu corpo foi encontrado quatro dias após com as mãos amarradas numa árvore em um reflorestamento de pinus próximo a Rio Caldeiras, há 3 km do perímetro urbano. O carro da vítima, um Fiat Uno Azul, foi encontrado um dia antes ao achado do corpo, estacionado em frente o Sindicato Rural de Palmas com o cinto de segurança cortado.
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Na edição desta quarta-feira(06) o jornal A Folha do Sudoeste publicou reportagem sobre a angústia da família e o posicionamento da polícia judiciária sobre o caso. Na matéria, o Delegado, Vyctor Hugo Guaita Grotti,  ressalta que diligências estão sendo realizadas, novas testemunhas serão ouvidas e está trabalhando para a elucidação dos fatos.  “Durante estes três anos nós acompanhamos a elucidação de muitos crimes e parece haver um desinteresse na investigação do caso do Nereu”,  queixam-se familiares.

Contam que dias após o ocorrido foram feitas ligações no telefone celular do falecido e houve atendimento e identificação do novo usuário do aparelho. “Queremos e merecemos uma resposta”. Relatam que decidiram reavivar o caso e cobrar uma solução pelo brilhante trabalho de elucidações de crimes pelo Delegado e sua equipe de investigações.  “Temos fé e esperança que o bom trabalho que vem se realizando em Palmas em prol de tantas famílias será também um alento aos nossos corações”, registraram.

O corpo de Nereu  foi encontrado por familiares durante  averiguação de informação de amigo que na noite de sexta-feira, 22 de agosto daquele ano, teria visto o carro da vítima ao passar pelo local por volta das 20h00. Após tomar conhecimento do desaparecimento de Nereu, um amigo comentou ter visto o carro mas imaginou que Nereu estive pescando no rio próximo. Como não havia qualquer informação do paradeiro do mesmo foram até o local e encontraram-no morto. O corpo  estava gravemente ferido, com parte de suas costas cortadas com os ossos expostos e amarrado pelas mãos com uma corda a uma árvore de uma plantação de pinus. Estava vestido e sua carteira de documentos se encontrava no bolso da bermuda. Na época, a hipótese levantada é de que o  autor do assassinato após cometer o crime teria trazido o carro da vítima e abandonado no estacionamento do Sindicato Rural.