O Brasil todo acompanha com apreensão e temor a falta de água que afeta o Estado de São Paulo, que sofre com um déficit de chuvas desde o verão passado. Mais da metade dos moradores da capital paulista, em algum momento, já ficou sem água no último mês, e a preocupação continua, com o sistema Cantareira, que abastece a metrópole, operando em menos de 3,5% de sua capacidade total. Em meio às discussões, o clima e a falta de planejamento por parte do governo do Estado, são apontados como as principais causas da crise que assola o Estado mais rico do Brasil.

Em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais, a campanha da canditada eleita, Dilma Roussedd (PT) usou a crise de hídrica em São Paulo para criticar o governo do PSDB e dizer que o Estado foi avisado do risco de desabastecimento e não agiu de maneira correta. Dilma garantiu que já havia oferecido ajuda ao Estado, que recusou. Ela ainda destacou investimentos federais, como na PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de mais um sistema de abastecimento em São Paulo.

Sheila Paz - Simepar - Foto:Gazeta do Povo
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Sheila Paz – Simepar – Foto:Gazeta do Povo

Diante desse cenário, a população de outros estados, começa a questionar se os seus governos estão preparados para encarar intempéries climáticas semelhantes. Conforme a meteorologista do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), Sheila Paz, em entrevista à Rádio Club de Palmas, sul do Estado, São Paulo sofre com o bloqueio do ingresso de umidade. Segundo ela, a falta de um “corredor” de passagem para frentes frias, faz com que o Estado paulista enfrente a falta de chuvas.

De acordo com a meteorologista, a possibilidade desse cenário se deslocar para outras regiões é muito pequena, visto que já se prevê um aumento gradual na ocorrência de chuvas para a região de São Paulo, a partir dos próximos dias.

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Aderbal Roncatto
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Aderbal Roncatto

Sobre o planejamento, baseado no aumento da população e nas mudanças enfrentadas pelo clima, o diretor regional da Sanepar, Aderbal Roncatto, reconheceu que cada região detém de suas particularidades climáticas, porém, enfatizou a necessidade de se planejar as ações e melhorias nos sistemas de abastecimento, num panorama de 15 a 20 anos. “Temos que cuidar dos nossos mananciais, praticarmos o consumo consciente, preservar o meio ambiente.”, disse, reforçando a necessidade da conscientização da população.

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