por Ivan Cezar Fochzato

 

A exemplo do que ocorreu em Palmas, com a estatização  do Centro Universitário Católico do Sudoeste do Paraná, passando a estrutura de ensino superior federal através do IFPR, isso também está sendo discutido em relação a Faculdade da Fronteira – FAF de Barracão,também mantida pelo CPEA ( Centro Pastoral, Educação e Assistencial Dom Carlos).

 

O assunto tornou-se público a partir de uma coletiva concedida pela vice-presidente do Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos – CPEA,  professora Renata Vasconcellos Basso Fonseca,  onde  falou  sobre a possibilidade de federalização da faculdade.

 

Explicou que  a  direção da FAF e a vice-presidência do CPEA estão reunindo-se com os prefeitos e lideranças locais desde fevereiro para negociar estratégias de ação para uma possível federalização da Faculdade da Fronteira.Recentemente, conforme ela,    o grupo foi a Foz do Iguaçu visitar o reitor da Universidade da Integração Latino-Americana – Unila, Hélgio Trindade. Na ocasião levaram uma proposta de integração da FAF à Unila.

 

A firmou que a perspectiva de federalização surgiu a partir do processo de transição do antigo Centro Universitário Católico de Palmas – Unics em 2009. “A partir da perspectiva de socialização do saber, surgiram as indagações por parte de lideranças locais e da comunidade, de porque a FAF também não foi federalizada”, declarou.

 

Disse que  a s lideranças procuraram o presidente do CPEA, o bispo Dom José Antonio Peruzzo, expuseram o interesse e todos concordaram que esse seria um grande fator para o desenvolvimento regional. Ela salientou que Dom José entende que a FAF vem cumprindo o seu papel, tem boa qualidade de ensino, mas por ter sido criada pela vontade da população local, grande parte pobre, a comunidade regional também pode ter acesso ao Ensino Superior público e gratuito para alavancar um maior desenvolvimento.

Custos

Sobre os custos que a federalização irá gerar para o CPEA a professora comentou que haverá despesas com os encargos trabalhistas, mas a entidade está disposta a arcar com esse ônus em prol do desenvolvimento regional transfronteiriço. Ela destaca ainda que a federalização se faz necessária, pois somente os financiamentos não são suficientes para atender as necessidades da demanda.

Funcionários e professores

Questionada sobre como ficam os funcionários e professores com a possível federalização, a professora Renata respondeu que essa é uma questão ainda a ser definida com o governo Federal ou Estadual, mas disse que em instituições federais não entram funcionários sem ser aprovados em concurso público.No entanto, comenta que em Palmas esse processo transcorreu de forma natural, onde muitos funcionários e professores foram aprovados pelo concurso, outros não, mas a comunidade entendeu a necessidade e o benefício que representaria a federalização para a região.

Unila

Sobre a visita à Unila ela comentou que decidiu-se em conjunto com os prefeitos qual seria a melhor alternativa para a FAF e optaram por tentar uma negociação com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana. O reitor demonstrou interesse em ajudar, mas como não tem o poder de decisão a esse respeito irá encaminhar a proposta ao MEC em Brasília.

Continuidade da FAF

Com relação a continuidade das atividades da FAF caso não seja conquistada a federalização neste momento, a professora destaca que o CPEA irá continuar trabalhando e investindo com todas as forças para dar seguimento ao ensino.

 

 

com informações da assessoria -FAF