Passou a valer desde o dia 1º de janeiro de 2015, a obrigatoriedade dos veículos portarem extintores de incêndio do tipo ABC. O novo extintor tem a validade de cinco anos e não pode ser recarregado e o preço médio é de R$ 70. A exigência é, principalmente, para motoristas que possuem carros fabricados até o ano de 2004. De lá para cá, a indústria nacional já deveria utilizar o modelo ABC para equipar os veículos novos.

A partir de agora, quem for flagrado sem o equipamento está sujeito a multa de R$ 127 e cinco pontos na carteira de habilitação, além de o veículo ficar apreendido até a substituição do equipamento. O extintor tipo ABC permite combater incêndios em todos os tipos de material. Já o mais antigo, modelo BC, usado até hoje, não tem a mesma eficiência. A lei entrou em vigor no dia 1º, conforme determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O chefe da 30ª Ciretran em Francisco Beltrão, Valdeci Priester, recomenda que os consumidores corram atrás do produto, pois caso contrário, se forem pegos em blitz, serão multados.

Produto em falta

O problema é que em quase todo o país o produto está em falta. Desde o dia 20 de dezembro, as indústrias de extintores entraram em período de férias coletivas e retomaram as atividades hoje, 05. Com isso, vários postos de combustível e lojas especializadas ficaram desabastecidos, visto que a procura nos últimos dias do ano foi intensa.

Conforme informações do G1, até semana passada o Contran não havia se pronunciado sobre a falta do produto no mercado nacional e até então não havia nenhuma alteração nos procedimentos de fiscalização, ou seja, os órgãos de trânsito devem manter o que determina a legislação e fiscalizar os veículos registrando auto de infração para os motoristas que não cumprirem a norma. A Resolução número 333 do Contran foi publicada no dia 6 de novembro de 2009. Portanto, o prazo de vigência do uso do extintor com carga de pó ABC foi definido com antecedência de seis anos. *Com informações do G1.