Setenta e oito expositores acreditaram mais uma vez na Expoliquida, realizada nos dias 17, 18 e 19 de agosto, no centro de eventos do parque de exposições de Francisco Beltrão. A organização estima que mais de 20 mil pessoas visitaram a feira, organizada pela Associação Empresarial (Acefb), em parceria com o poder público municipal. A entrada era gratuita.

Joares Ribeiro, diretor executivo da Acefb, destaca que “várias pessoas, de todos os níveis sociais encontraram pelo menos um produto na Expoliquida”. “Em torno de 1,4 milhão de reais foram realizados em negócios. Vamos pensar que esse valor foi injetado na nossa economia local. A ideia da feira nasceu para vender confecções e calçados. Mas ela foi ganhando corpo, se projetando e hoje nós temos vários segmentos participando da feira como veículos, decorações, estofados, cosméticos, lingeries, roupas infantis, provedor de internet, praça de alimentação e recreação. As pessoas não saíam do centro de eventos sem, pelo menos, uma sacola de compra”, disse Joares.

“É um projeto que a associação encampou. Para o empresário é uma condição real de negócio. Para o consumidor é uma condição real de desconto na compra das mercadorias. Proporcionar que  o consumidor compre mais itens com valores menores daqueles que estão sendo praticados no mercado. Quem sabe produtos que ele nem imaginasse em comprar ele compra na Expoliquida”.

Venda certa

A 2ª edição da Expoliquida trouxe a condição de desconto real, onde o empresário pôde vender produtos que estavam no estoque ou que eram de coleções anteriores, proporcionando a oportunidade de compra num valor abaixo do praticado no mercado. Teve empresas que concederam descontos de 30%, 40%, 60%…As vendas foram feitas à vista – dinheiro e cartões de débito e crédito, possibilitando o negócio imediato e sem risco de calote. Joares cita algumas estratégias que o comércio, o município e a Associação Empresarial fizeram durante a Expoliquida. “O empresário agregou novos produtos de sua empresa junto daqueles que ele tinha no estoque, e com desconto. Tudo isso é uma estratégia, um chamarisco para que os consumidores conhecessem as suas lojas e marcas. É a hora que o consumidor passou na loja e teve a oportunidade de conhecer a empresa e o dono dela”, analisa.

“O município também ganhou porque projetou o nome para toda a região. Não é apenas a exposição que é o atrativo, as pessoas percorrem a cidade nas lojas, nas praças de gastronomia e nos pontos turísticos. É um momento de lazer da família e de amigos. E a Acefb ganha porque ela fortalece as empresas associadas, o comércio, e contribui para o desenvolvimento regional. Esse é o papel da entidade, que é buscar alternativas para o fortalecimento do comércio”, observa Joares.

Promoção isolada x promoção na Expoliquida

“Por mais que você trabalhe com descontos que cheguem a 60%, 70% dentro de uma loja, e divulgue isso, o empresário não terá o mesmo resultado que ele tem numa feira de liquidação, aonde milhares de pessoas passam a todo instante. Ali estão reunidos vários comerciantes em apenas um local, está sendo feita uma mídia direcionada, chamando as pessoas para aquele evento. Tem um apelo maior. O momento é diferente, as pessoas podem passar ali apenas para passear, mas acabam comprando”, analisa Joares.

A opinião dos expositores

Débora de Luchi, da Brink Fest Locação de brinquedos: “Achei a feira interessante, com certeza participarei da próxima edição, indico a feira para outros empresários, que foi bem além da minha expectativa, muito bem estruturada, bem organizada. Não tenho queixas, só elogios”.

Neuza Veroneze, da Carinho de Anjo. “Fui pela primeira vez e achei ótimo. Com certeza estarei na próxima edição da Expoliquida”.

André de Souza, o Buda, da André Veículos e vice-coordenador do Núcleo de Revendedores de Veículos do Sudoeste (NRVS). “Foi nota dez, tanto as vendas quanto à organização do evento. Arrisco dizer que é preciso criar uma estratégia de crescimento, de expansão da feira. O nome ela já tem, está consolidada por sua qualidade. Para o nosso setor foi muito bom, até faltou espaço para colocar veículos para venda”.