Foi realizada em Pato Branco a apresentação da primeira versão do mapeamento das principais cadeias produtivas dos 42 municípios da região. A ação é parte das ações previstas no Plano de Desenvolvimento Regional Integrado do Sudoeste (PDRI), que envolve pelo menos 60 entidades.

O estudo foi definido através de um Termo de Cooperação firmado ainda em maio por representantes da Amsop, Agência de Desenvolvimento, FIEP, Sistema Comércio SESC SENAC PR, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Itaipu Binacional/FPTI, SEBRAE/PR, Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Unicafes.

Conforme o Diretor da Agência de Desenvolvimento do Sudoeste, Célio Bonetti, o estudo foi realizado utilizando uma metodologia do economista gaúcho, Carlos Paiva, e desenvolvido por técnicos da Coordenadoria de Desenvolvimento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP. Informou que durante a exposição pelo gerente de fomento e desenvolvimento da FIEP, Marcelo Percicotti foram apresentadas as cadeias consideradas pela metodologia como propulsivas com seus respectivos elos mais fortes e mais fracos. “Cadeias propulsivas são aquelas com capacidade exportadora e de atração de renda para à região”, explicou Bonetti.

Conforme a explanação, foram detectados pelo menos cinco destas cadeias de forma preliminar e que estão presentes em todas as microrregiões do Sudoeste do Paraná. Como destaque aparece a Cadeia da Carne e do Leite; Outros Produtos Agropecuários, especialmente a produção de cereais; da Madeira e do Mobiliário, Metal Mecânica, Tecnologia da Informação (Softwares). Os levantamentos indicaram que há outras bastante significativas como a da Construção Civil, Materiais de Transporte e dos Resíduos de diferentes atividades industriais desenvolvidas na região.

Na sub-região do Planalto definida pelo PDRI – abrangendo os municípios de Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa, Mangueirinha e Palmas, conforme o estudo aparecem fortemente as cadeias propulsivas da Madeira/Mobiliário, Carnes e Grãos.“Ficamos satisfeitos com a boa distribuição das atividades, mas há muito que fazer para melhorar a diversificação das atividades produtivas na região”, considerou.

Conforme o planejamento foram formados comitês com técnicos e especialistas em cada uma das cadeias para que façam a aferição dos dados apurados num primeiro momento. Com base no diagnóstico das equipes serão definidos os gargalos das cadeias, bem como apurados os fatores que estão interferindo nos elos mais fragilizados. Posteriormente será estabelecido um plano de ação para correção dos processos produtivos na região e de fortalecimentos dos elos fracos detectados na mesma cadeia.