A valorização financeira da cultura e a expansão do mercado tem motivado não só os produtores, mas também, os debates sobre as perspectivas para a Erva Mate. Em Palmas, sul do Paraná, o crescimento da atividade é apontado como potencial para geração de empregos e renda pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento para o município.

A preocupação com a modernização no cultivo e diversificação do uso da erva-mate estará em discussão durante um seminário marcado para o mês de setembro do próximo ano, em Curitiba. A Embrapa Florestas pretende reunir toda a cadeia produtiva do setor para discutir a inovação e diversificação no uso desta planta nativa que hoje é cultivada por mais de 180 mil produtores rurais. Além de palestrantes brasileiros, o seminário conta com palestrantes da Argentina e Uruguai. Também serão realizadas sessões de apresentação de trabalhos científicos.

Para além do tradicional consumo através do chimarrão e chá, principalmente no Sul do país, a erva mate tem despertado interesse do mercado externo por suas propriedades farmacológicas. Conforme o analista da Embrapa Florestas, Ives Goulart, é possível desenvolver novos produtos como energéticos, cosméticos e produtos de limpeza.
O Brasil hoje produz cerca de 860 mil toneladas de erva-mate verde e 80% da produção destina-se ao mercado interno. O volume ao chimarrão é de 96% e 4% na forma de chás e outros usos.

Em nível de município também estão previstas ações de incentivo para o plantio de erva-mate. Lançado na última terça-feira (08) pelo Movimento Palmas Desenvolvida, o Plano Estratégico de Desenvolvimento elenca a necessidade de um levantamento detalhado dos dados sobre o que há de plantio na região e criação de mecanismos de incentivo para novos plantios. Conforme a Federação das Indústrias do Estado do Paraná, no município de Palmashá seis indústrias de processamento da erva mate.