Aconteceu ontem (29) no Fórum de Francisco Beltrão, sudoeste do Estado, o julgamento de Adilson Paulo Silva e Luciano Ronsani, envolvidos na morte do representante comercial Claudemir Soler, de 47 anos. O crime aconteceu no dia 17 de setembro de 2002 na PR 483, saída para Cascavel, em Francisco Beltrão. Claudemir teria dado carona aos dois e durante o trajeto uma discussão, o que resultou em uma briga que terminou com golpes de faca no pescoço e nas costas da vítima.

Depois de matar, os dois rapazes levaram o corpo e jogaram no Rio Cotegipe. Em seguida abandonaram o carro da vítima – uma Parati com placas de Barueri (SP) – na comunidade de Linha Santa Bárbara, interior de Francisco Beltrão. Adilson e Luciano foram presos e confessaram o crime ao então delegado Benedito Lúcio de Souza. Ambos foram autuados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto qualificado e chegaram a ficar três meses presos. Agora, após 12 anos, foram submetidos a júri popular apenas pelo crime de homicídio qualificado, visto que os demais prescreveram pela demora do julgamento.

O júri, que foi presidio pela juíza Daniela Kruguer, começou às 09 horas da manhã e terminou as 22h30 com a condenação dos réus. Adilson, que seria o autor das facadas, foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão. Luciano recebeu uma pena de 11 anos, um mês e 10 dias. As penas devem ser cumpridas em regime fechado, no entanto os dois não foram levados à Penitenciária Estadual. Como a defesa pretende recorrer da decisão, eles tem o direito de permanecer em liberdade, pelo menos por enquanto.

O advogado Vilson Vieira, um dos defensores, disse que houve uma exasperação da pena, principalmente no caso de Adilson. “Entediamos nós que a pena deveria ser num patamar inferior, vamos agora no prazo legal fazermos a análise e interposição do recurso”, declarou.

Na avaliação do Ministério Público, o resultado foi o justo e esperado. Conforme o promotor Gustavo Razera, todas as teses apresentadas e sustentadas pelo Ministério Público foram acatadas. “A gente sustentou as teses que acreditava que eram justas né, de acordo com o que tinha nos autos e de acordo com a confissão dos acusados aqui hoje”, afirmou. O assistente de acusação, Heber Sutili, também encerrou o trabalho satisfeito com o resultado obtido. “O objetivo nosso foi alcançado, que era pleitear um esclarecimento dos fatos, um reconhecimento da culpa dos réus e principalmente a condenação pelo motivo torpe”, frisou ele.

Para a família de Claudemir Soler, que acompanhou todo o julgamento, a condenação dos envolvidos no crime traz mais tranquilidade. “A justiça prevaleceu mais uma vez né, então aquela angústia nossa acabou, traz um certo conforto essa é a verdade, a gente agora tá um pouco confortável”, declarou o filho Naimir Soler.

Fotos: Evandro Artuzi