No próximo mês, o Governo do Paraná realizará duas audiências públicas para discussão do modelo de concessão a ser implantado na PRC-280 e os valores que deverão ser praticados nas seis praças de pedágio que serão instaladas ao longo dos cerca de 280 quilômetros de rodovia, entre Realeza, no Sudoeste, e Palmas, Sul do Paraná. Em paralelo, entidades representativas deverão realizar um seminário para debater as demandas e as posições da região com relação ao tema.

O modelo de Corredor de Médio Porte (CMP), apresentado à entidades representativas da região no inicio deste de mês, prevê investimentos de R$ 3,3 bilhões, com a construção de duas novas pontes, 170 quilômetros de terceira faixa, construção do contorno viário de Marmeleiro, duplicação da travessia urbana de Realeza, implantação de vias marginais em Francisco Beltrão e Pato Branco, construção e remodelação de 17 trevos, construção de oito trevos com viadutos, reforço e alargamento das oito pontes existentes atualmente e instalação de mais de 10 pontos de ônibus ao longo de todo a rodovia.

De acordo com o diretor da Agência de Desenvolvimento Regional do Sudoeste, Célio Bonetti, o modelo mais adequado aos interesses da região era a PPP (Parceria Público-Privada), onde o governo paranaense aportaria metade do investimento, enquanto que a outra parte seria de responsabilidade das empresas vencedoras do processo licitatório, e assim baixar o preço do pedágio para os usuários. “A questão da modernização desse corredor rodoviária nos coloca entre a ‘cruz e a espada’, porque por um lado o pedágio vai impactar na economia regional, mas por outro, a gente percebe que se não for feito uma concessão para exploração privada, nós não vamos ter tão cedo as obras que nós precisamos, o que também tem causado muitos prejuízos e gastos para quem usa essa rodovia”, aponta.

Conforme o dirigente, já há o consenso entre setor privado e governo para a privatização do corredor, mas os valores de pedágio devem ser revistos. Informou Bonetti que na reunião foram apresentados valores entre R$ 5,50 e R$ 6,50 a cada 50 quilômetros, o que foi rechaçado e exigido um novo estudo de valores por parte do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e consórcio Caminhos do Sudoeste, responsável pelo projeto.

As novas projeções deverão ser apresentadas em audiências públicas, a serem realizadas em Pato Branco e Francisco Beltrão no final do mês de outubro. “Em paralelo, as entidades representativas do Sudoeste estarão promovendo um seminário entre as lideranças regionais para afinarmos os posicionamentos da região e levarmos à discussão nas audiências públicas”, salientou.