A possibilidade de implantação praças de pedágios ao longo dos 284 quilômetros do Corredor Sudoeste (PRs-280,483 e 182) motivou nova reunião de lideranças empresariais da região na última sexta-feira (12). Na pauta, a preocupação com preços das tarifas e o ônus que a população terá para execução das obras, que no entendimento empresarial, deveriam ser executadas pelo próprio governo. Lideranças buscarão estudo paralelo para avaliar melhor projeto.

O presidente do Instituto de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná (IRDES), Claudio Petrycoski, combateu a pressa do governo e  defendeu que lideranças precisam de tempo para realizar estudos paralelos. Para o presidente da Cacispar (Coordenadoria das Associações Comerciais da região), Jair dos Santos, é um direito da população da região discutir entre ter ou não ter pedágio.

Para ele, as rodovias do Corredor Sudoeste foram sucateadas pelo tráfego pesado com a implantação do Anel da Integração e responsabilidade é do Governo do Estado que deve agora, no mínimo, oferecer sua contra-partida. Pela FIEP, João Arthur Mohr, ressaltou que a população regional pode ter valores de pedágio mais justos do que se verificou ao longo da história do Paraná. Para isso, um estudo técnico paralelo oferecerá parâmetros para reivindicar ajustes no projeto inicial que pode conter falhas.

Para o presidente do Sindimetal/Sudoeste, Evandro Néri, existem pontos que os técnicos evidenciam e precisam ser aprimorados no estudo original do Governo e o confrontar com um novo estudo pode ser algo positivo. As entidades decidiram que iniciarão uma mobilização para captar recursos para realização do novo levantamento.