A Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão aprovou nesta semana a entrega do título de Cidadão Honorário ao empresário Pedro Dal Berto. A proposição foi do vereador José Carlos Kniphoff(PDT), presidente do Poder Legislativo, e aprovado por unanimidade por todos os vereadores.

O empresário tem 79 anos de idade e chegou em Francisco Beltrão em 1973. A família de Pedro é originária de Passo Fundo (RS), mas no final da década de 40 os pais, e os 12 filhos foram morar no interior de Chapecó (SC) e os filhos ajudavam nos trabalhos na roça. Aos 21 anos (1961) Pedro se casou com Assunta Franceschetto. O casal abriu uma empresa de secos e molhados – armazéns gerais – para a compra e venda de tecidos, cereais, ferragens e alimentos na Linha Pessegueiro.

Em Santa Catarina nasceram os filhos Dirce, Marli, Cedi, Vilce, Edi e Clair. Anos depois, em Beltrão, nasceu o filho Demerson. Todos os filhos seguiram a profissão do pai: comerciante.

Em 1973 Pedro vendeu sua empresa em Chapecó e se transferiu para Francisco Beltrão. Ele deu uma sondada em Beltrão e Nova Prata. “Achei que era melhor (investir) aqui”, afirma.

Por aqui, o comerciante sondou em que bairro poderia montar um mercado. Nas sondagens, percebeu que o bairro Industrial não tinha mercado e sediava as madeireiras dos irmãos Fregonese, que empregavam cerca de 550 funcionários. “Vim aí, tinha bastante gente, achei que dava um grande futuro”, lembra.

Ele montou um pequeno mercado “Mercadinho da Esquina” na Avenida Júlio Assis, no Industrial. Três anos depois construiu um prédio em alvenaria.

No piso de baixo funcionava a empresa e na parte de cima moravam Pedro e Assunta e os filhos.

O comerciante também passou a trabalhar com atacado de doces e atendia empresas varejistas do Paraná e parte dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os filhos foram crescendo e ajudando na empresa do pai. Anos depois a família construiu um mercado em alvenaria na esquina. Posteriormente, esta empresa passou a ser comandada pelo filho Demerson.

Hoje todos os filhos atuam no comércio – têm mercados, restaurantes, loja de assistência técnica e vendas de suplemento alimentar. “Eu sinto uma grande felicidade”, diz Pedro, ao ser indagado sobre a vocação para o comércio de seus descendentes.

Nas conversas que mantinha com os filhos, quando eles eram mais novos, o comerciante aconselhava que eles procurassem se espelhar em bons exemplos. “Se você vê uma pessoa que tá crescendo, veja e procure copiar”. Aos poucos, os filhos foram casando e seu Pedro deu o empurrãozinho inicial nas atividades que eles decidiram seguir.

Aposentado, Pedro agora se dedica a um sítio, onde produz, juntamente com dois funcionários, verduras e legumes para os mercados e os restaurantes dos filhos e cria ovelhas.

Assim que passar a pandemia do coronavírus, será marcada a data para a entrega do título. O presidente do legislativo disse que sabe que outros homenageados também estão na fila, mas espera entregar o título ainda neste ano para o seu Pedro.

foto: A esposa Assunta e o empresário Pedro Dalberto durante um evento social em Francisco Beltrão.

crédito: Jornal de Beltrão