Por Larissa Mazaloti

 

A partir de hoje a Unioeste está em greve. O setor administrativo funciona, mas as aulas estão suspensas. Isso porque é o movimento dos docentes que deflagrou a paralisação aprovada no último dia 16 e com início marcado para hoje, dia 21.

 

O fim da greve depende da aprovação do projeto de lei de equiparação salarial que só foi encaminhado ontem para a Assembleia Legislativa do Paraná, através de mensagem do Governo Estadual.

 

Um dos coordenadores locais da greve, professor Clésio Antônio ressalta o histórico de diálogos que iniciou em março de 2011 quando a categoria se deu conta de que os técnicos administrativos estavam recebendo mais do que o piso dos professores. Segundo ele, a equiparação chegou a um percentual significativo para a manutenção de professores doutores e pós-doutores que saíram de universidades federais e ao se deparara com o baixo salário das estaduais, acabam saindo.

 

Um grupo de trabalho composto por representantes do governo, reitoria e sindicatos passou a fazer reuniões de março a julho do ano passado e uma proposta foi finalizada e apresentada ao governo. No aguardo da tramitação interna no governo os professores acabaram paralisando em outubro, já que não houve aplicação da proposta.

 

Para acabar com o descontentamento da classe nas universidade estaduais, um reajuste de 31,33% em três parcelas anuais de 9,62% a serem pagas no em março de 2012, 2013 e 2014. O movimento aceita a proposta, mas em março deste anos ainda não havia a realização do acordo. Uma caravana levou professores até a capital do Estado para tentar mais uma conversa.

 

A nova proposta, 31,73% em quatro parcelas iguais de 7,14% em outubro de 2012, 2013, 2014 e 2015 a ser colocada em vigência. Até o mês de agosto o projeto de elei com a equiparação não havia sido encaminhado para votação dos deputados estaduais. Com a decisão desta nova paralisação, o governo encaminhou na tarde de ontem (20) uma mensagem contendo a proposta.

 

Segundo Clésio, assim que aprovado o projeto a greve deve ter um fim, mas até lá, aguardam uma garantia maior do cumprimento deste acordo.