Uma nova proposta de atendimento e acolhimento institucional, o “Família Acolhedora”, foi apresentada em Chopinzinho. O 1º encontro com a Rede de Proteção e atendimento à Criança e Adolescente do Município serviu para mostrar o plano de implementação do programa.

“Ao longo da reunião fomos debatendo o assunto e percebemos a boa aceitação pelos presentes. O novo programa visa maior e melhor desenvolvimento do indivíduo”, explica a Secretária de Assistência Social, Gislaine Galeazzi. O “Família Acolhedora” funciona com os acolhidos sendo recebidos temporariamente nas casas de famílias – que se inscrevem e passam por triagem, capacitações e avaliações -, ao invés de serem institucionalizadas na Casa Lar. Com isso, gradualmente deixará de existir a Casa Lar.

Entre os principais benefícios do “Família Acolhedora” pesquisas apontam que colabora para um melhor desenvolvimento dos acolhidos, por ser um cuidado mais humanizado. “Acreditamos que este modelo ele se aproxima muito mais da realidade do dia a dia de uma família, e consegue dar condições para estas crianças estarem em um ambiente familiar, com probabilidade de êxito maior”, expõe o Prefeito Álvaro Scolaro.

Outros benefícios são que minimizam-se as possibilidades das crianças e adolescentes ficarem expostas à novos riscos; garantia do convívio familiar, comunitário, atendimento individualizado, oportunidade de conhecer outros modelos familiares e receber suporte para trabalhar com suas questões com carinho, atenção e afeto; e, também, diminuição entre 30 a 40% dos gatos públicos.

Esta primeira reunião foi para apresentação do programa para possível implementação em Chopinzinho. Estiveram presentes representantes do Ministério Público, Poder Judiciário, Administração Municipal, Conselho Tutelar e Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes, além da Secretaria de Assistência Social, que trouxe a proposta. A mudança exige tempo e organização e a expectativa é de aproximadamente um ano de transição, para efetivo funcionamento.

Na ocasião foi formada uma comissão, para auxiliar no plano e desenvolvimento do processo. Depois, este plano passa por aprovação de conselhos, para então ser encaminhado como Projeto de Lei para a Câmara de Vereadores. Quando isto acontecer, se inicia o processo de inscrição e seleção das famílias. Hoje o Município conta 04 crianças e/ou adolescentes acolhidos, sendo este um número variável, que já chegou a 17.

Fonte: Assessoria